Surf Business

Guedes explica tendências

Novas tendências invadem San Diego, Califórnia. Foto: Arquivo pessoal Rubens Guedes.

Encontrei com o Claujones no último mês de setembro na maior feira do segmento em San Diego, a ASR, feira que freqüento com bastante regularidade desde 1992, quando comecei a ir para a Califa pesquisar as lojas, mercado e o life style desse segmento que não para de crescer e surpreender o próprio americano.

 

Conversando com ele, percebi que nossas idéias de mercado Brasil estão em sintonia. Por mais difícil que está nosso mercado, não podemos deixar de visualizar o futuro, inovando e informando, ele com o Waves.Terra e eu com meu trabalho de estilo, isso é o surf business.

 

Ficou acertado que eu escreveria para os leitores um pouco do que vi em termos de estilo, tendência e mercado.

 

Essa viagem foi a de número 36 para a Califórnia, todas para pesquisas como prioridade, mas depois pegar umas ondas é lógico, e muitas vezes tive a sorte de pegar ótimos swells em Huntington, Trestles e Oceanside, lugares que costumo manter minha base, ou seja, onde tenho grandes amigos que vivem lá e que me dão aquela guarita.

 

Para mim é muito importante estar com um morador e ter a companhia de alguém que como eu também ama o surf, vive do surf e sabe o que está rolando, deixando a pesquisa mais bacana e consistente, hotel não passa essa vibe.

 

Nesses 15 anos de pesquisa internacional muita coisa mudou na moda e na minha trajetória profissional, que também é mais longa, são 25 anos de mercado onde comecei com marcas próprias como a Buena Vida e Print Rip, ambas no Rio e depois vim para Sampa, onde produzi as pranchas Hurricane por 3 anos no litoral e realmente aprendi a surfar e entender o conceito, que até então era apenas um desejo de um garoto.

 

Depois, iniciei oficialmente a desenvolver produtos para marcas como Rip Curl (1989), HD (1992), Maresia (1998), Rusty (2000), South to South (2004) e Rip Curl (2006) entre diversos free-lances e consultorias para Mandi, Long Island, Smolder, Redley, Importadores, entre outros, em períodos que não havia exclusividade com alguma marca.

 

Cito isso para tentar passar a vocês a base que peguei com nosso mercado, ora com uma grande internacional, ora com outra grande ou pequena nacional, entendendo como funciona a cabeça do formador de opinião e dos nossos consumidores simpatizantes que é disparado maioria aqui no Brasil.

 

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Rubens Guedes faz a cabeça no México. Foto: Arquivo Pessoal Guedes.

Voltando a viagem, foram cinco trade shows visitados e uns 60 quilos de material de altíssima qualidade, indicando os caminhos do verão 2008, que todas as marcas estão começando a entregar por aqui, inverno 2008, a galera começa a desenvolver, e verão 2008/09, a maioria ainda está no inverno. Material que dividi em surf, skate, urban e eco-friendly.

O surf vem forte com o new rave ou re-leitura dos anos 70 e 80, com o rock heavy metal, encabeçando muita campanha de marcas grandes, re-edições de óculos e outros acessórios bem anos 80.

 

Os tênis já estão nas mãos do consumidor sempre com estilo old-school, por lá as vitrines começam a tomar forma nos produtos de vestuário, com modelagens mais justas, bermudas mais curtas, não muito, cores nas camisetas e estampas gigantes e coloridas do inverno, que se inicia no hemisfério norte.

 

O rock´n´roll embala as coleções, todos buscam as bandas mais bizarras para ter aquela pegada forte, Twisted Sister e KISS são bons exemplos.

 

O mesmo acontece com o skate, mais objetivo e radical na tendência, impressiona com a presença de caveiras, armas brancas, temas sobre terror. Realmente trash e dark.

 

Ao mesmo tempo a influência musical e artística equilibra tudo isso, DJ´s comandam qualquer balada, seja ela uma vernissage, lançamento de coleção ou DVD, bandas tem sempre um forte apoio e em contra partida apóiam as marcas com muita criatividade.

 

Artistas reconhecidos por veículos de skate e moda têm espaços nas coleções, assinando linhas, produtos, lançamentos e isso vai dando luz, cor e vida às marcas, balanceando o dark com o artístico.

 

Muito maneiro a forma que tudo isso vai se mixando nas marcas, lojas, revistas e por fim no look do consumidor que se dá muito bem

Na próxima coluna vamos destrinchar mais por famílias de produtos, tem bastante coisa a comentar e mostrar aos internautas do Waves.Terra, sejam eles empresários, consumidores ou antenados de plantão.

 

Boas ondas a todos, seja no mar ou na moda, o objetivo é o mesmo, atitude e determinação.

 

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