A poluição da água na Barra da Tijuca (RJ) pode levar a etapa brasileira do Championship Tour a ser transferida para a praia do Grumari, também localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ).
Em maio deste ano, relatórios do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) mostraram que a Barra estava imprópria para o banho. Durante o evento vencido por Filipe Toledo, alguns atletas questionaram a qualidade da água, inclusive o campeão e outros nomes como Adriano de Souza, Matt Wilkinson e Kelly Slater.
Em conversa com o Waves, Xandi Fontes – um dos organizadores do evento – falou sobre a possível mudança.
“Desde o evento do ano passado há questionamentos sobre a qualidade da água no Postinho. No ano passado, com as chuvas fortes, somadas ao swell de leste e à maré baixa, as águas do canal ganharam força, levando uma enorme mancha para a área de competição”, explica Xandi.
Um estudo de viabilidade e adaptação foi iniciado para analisar a mudança. Como o espaço físico e a parte logística impedem a realização da prova na Prainha – um dos picos mais badalados do Rio -, o Grumari surge como principal opção no momento.
“Nossa vontade era mudar para a Prainha, era a primeira opção, mas é inviável, pois, devido ao seu tamanho, ela não comportaria o número de pessoas que recebemos este ano – por exemplo”, confirmou o organizador do evento.
“Grumari passou a ser uma opção devido à sua extensa faixa de areia, aos estacionamentos ao longo da orla, além disso, já pensando na conservação das areas de restingas, um bolsão no Canto do Recreio será utilizado como estacionamento e, como em outros eventos, um controle do número de veículos será usado no local e, assim que for atingida sua lotação máxima, o acesso será bloqueado e oito micro-ônibus (quatro indo e quatro voltando) serão responsáveis pelo transporte do público”, completou Xandi.
Sobre a acomodação dos atletas, Xandi foi enfático. “Já realizamos estudos sobre a capacidade hoteleira em Grumari, que cresceu muito por causa da Copa do Mundo e continua em desenvolvimento devido à proximidade da Vila Olímpica. Caso o evento seja realizado no local, há hotéis e flats suficientes para abrigar todos os envolvidos no evento”.
Segundo Xandi, uma pesquisa sobre a viabilidade de realização do evento em Grumari já foi enviada para a World Surf League e em novembro, Graham Stapelberg, diretor internacional de eventos da WSL, visitará o Brasil para conhecer o local e, em seguida, a organização do evento e os atletas – maiores interessados – resolverão o destino da etapa brasileira.