
O paulista Gilmar Silva mostrou muito talento na arte de entubar neste último mês nas ilhas havaianas.
Em sua segunda temporada no arquipélago, ele entubou forte em Backdoor, Off the Wall e Rocky Point e impressionou a galera com seu manejo dentro dos cilindros.
Neste bate-papo ele conta que ficar quatro temporadas sem vir ao Hawaii lhe deu energia de sobra para o “2Pac paulista” se superar e aproveitar ao máximo o mês com altas ondas na ilha de Oahu.
Como surgiu o apelido 2Pac?

Foi em Florianópolis. Fiquei um tempo lá e a galera só me chamava assim, quando voltei, toda a galera no Guarujá já estava sabendo e acabou pegando.
O que está achando desta sua segunda temporada no Hawaii?
Cada ano você evolui mais e vai se soltando. Quanto mais tempo, mais experiência. E
estou me posicionando bem melhor nos picos.
Achei você bem à vontade em Backdoor e Rocky Point. De onde vem esse talento para entubar fundo?
É muita vontade de estar no Hawaii. A primeira vez foi em 2001. Ficar esses anos sem vir para as ilhas me deixou na maior fissura.
E os dois tubos que voce pegou de backside em Rocky Point. Deu a impressão que você
surfava aquela onda há muito tempo?
Maresias e Paúba foram minha escola. Fica pertinho do Guarujá e dá a maior base. Aqui sempre tem muita gente na água e todos quebram as ondas. Nessa eu tento me superar e é aí que rola a evolução.
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Vi você pegar uns tubos irados. Quais foram suas melhores sessions?
O primeiro dia foi irado, seis a oito pés no Backdoor e eu consegui pegar uma onda boa no pico. Em Off the Wall e Rocky Point também deram altas ondas, mas Backdoor é muito especial.
Qual prancha você mais usou nessas quedas em Backdoor e Rocky Point?
Uma 6’3 no Backdoor seis a oito pés. Tive que remar em dobro, mas funcionou.

Caramba, 6’3 é pequena!
Cheguei com vontade e ignorei o tamanho da prancha. Eu sabia que era pequena, mas já era tarde. Em Rocky Point eu usava uma 6’6, por ter uma facilidade em surfar de backside.
Uso uma prancha maior nas esquerdas e, além disso, ela me deu mais remada. Eu entrava na onda mais rápido que a galera.
Você quebrou algumas pranchas?
Pode crer, só sobrou a 6’1 intacta.
Qual quiver você trouxe?
6’1, 6’3, 6’6, 7’2, e 8 pés – todas do Ricardo Martins
Quais são seus patrocínios?
HD, Oakley, Ricardo Martins e Tent Beach.
Fale sobre suas prioridades no Brasil?
Agora, eu tenho um filho de dois anos (risos). Essa é a prioridade. Eu estou malhando forte no Brasil com o preparador físico Picuruta, junto com o Erick Miyakawa e o Vitor Farias. Minha cabeça está focada no SuperSurf, Brasil Tour e em algumas etapas do WQS.
E o Hawaii ano que vem?
Vou me esforçar ao máximo para estar aqui todos os anos. Nem que eu tenha que pagar do próprio bolso. É essencial.
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