Gaúchos combatem redes de pesca

Em virtude da recente morte do surfista Mário Konzen Xavier, uma comissão formada por surfistas e familiares de outras vítimas de acidentes com redes de pesca irregulares no litoral gaúcho apresentaram uma solicitação ao Ministério Público Estadual para que fosse solucionado o problema.

 

A comissão requisitou que o MP fizesse uma varredura de todas as redes que ainda se encontram fixas irregularmente no litoral neste período de veraneio.

 

A deputada Leila Fetter encaminhou um pedido ao Legislativo gaúcho para a criação de uma Comissão de Representação Externa para debater a situação a fim de evitar que mais mortes ocorram em redes de pesca no litoral gaúcho.

 

Em junho de 2005, Leila foi a proponente da audiência pública na Assembléia Legislativa para debater o assunto e participou de diversas audiências com o Chefe da Casa Civil para encontrar uma solução viável para acabar com as mortes no litoral gaúcho.

 

“No período de 15 de dezembro a 15 de março é proibida por lei a presença de redes de pesca em qualquer praia do litoral norte do Estado”, justifica Leila. Mário Xavier, 46 anos, morto no último dia 27, foi a segunda vítima fatal de afogamento causado por redes de pesca neste ano.

 

No inverno as redes já havia causado a morte da jovem Júlia Rosito, em Cidreira. “Com esta morte já totalizamos mais de 50 mortes no litoral gaúcho em redes de pesca. Isto é inadmissível !”, afirma a parlamentar.

 

“Além disso, foi feita a denúncia de que dois oleodutos da Petrobras estão perigosamente instalados de maneira irregular a menos de 200 metros ao sul da plataforma de pesca da praia de Tramandaí”, informa Leila.

 

Segundo o diretor da Federação Gaúcha de Surf , Virgílio Matos, este oleoduto estaria
localizado no nível da superfície do mar, podendo causar um acidente fatal com algum surfista.

 

A parlamentar progressista já encaminhou solicitação à diretoria da Petrobras solicitando informações sobre o duto “se constatado o  perigo permanente de morte, a Petrobras deverá tomar as devidas providências”, finaliza Leila.

 

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