Redes de pesca

Gaúchos batalham por fim das mortes

Surfistas do Rio Grande do Sul buscam soluções para evitar novas mortes. Foto: Harleyson Almeida.

Na última segunda-feira (8/11), a equipe da Federação Gaúcha de Surf (FGSurf) realizou uma reunião para debater os problemas de mortes de surfistas presos em redes de pesca no litoral do Rio Grande do Sul.

 

Aberto ao público, foram convocados para o encontro atletas, simpatizantes do esporte, familiares e profissionais da imprensa para uma manifestação pública em frente da Assembléia Legislativa do estado, em defesa do programa Praia Segura, Surf Legal.

 

O deputado Sandro Boka abriu as portas de sua casa para receber os convidados e expor as dificuldades de conseguir aprovação do projeto de lei, que tramita na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

 

Desde 1978, são 49 mortos por redes. O canoense Thiago Rufatto perdeu sua vida aos 18 anos no último dia 1 de novembro na cidade de Capão da Canoa depois de ficar preso em um cabo que prende uma rede de pesca.

 

O presidente da FGSurf, Orlando Carvalho, salientou a importância de buscar outro meio de pesca na costa, que não utilize redes fixas. Já o professor Nelson Gruber defendeu uma agenda de trabalho que possa surtir efeitos em longo prazo.

Durante a reunião foram diversas manifestações emocionadas de amigos e familiares de vítimas das redes de pesca.

Segundo o estudo realizado pelo Centro de Estudo Costeiro e Geológicos (CECO), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um corpo solto ao mar se locomove em média um metro por segundo em um dia de tempo bom. Já em um dia de tempestade ou de ressaca este mesmo corpo passa de um metro por segundo para quatro metros por segundo.

Pensando nestes dados, foi proposto a mudança da lei que delimita a área para prática de esportes náuticos e pesca de 400 metros para 2.100 metros e mais uma área de 500 metros para escape.

 

Clique aqui para ver no YouTube uma homenagem feita ao surfista Thiago Ruffato.

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