#A Garganta do Diabo, localizada em São Vicente (SP), voltou a funcionar na última quarta-feira (22/05) e causou momentos de tensão para um grupamento do Corpo de Bombeiros.
Ao atender um chamado de moradores da Ilha Porchat, que disseram ter visto gente em apuros no local, o bote do Corpo de Bombeiros teve uma pane e ficou à deriva por cerca de 20 minutos na zona de perigo.
Para tirar o bote da área da arrebentação, os bombeiros o rebocaram a nado, escalando as marolas com mais de três metros de face prestes a quebrar, enquanto eram observados pelos pedestres que lotavam as muretas da subida da Ilha.
?Quando o motor parou, nós calçamos as nadadeiras e tiramos o bote da zona de risco a nado. Depois, continuamos na água, mantendo-o de frente para as marolas até a chegar o apoio. As ondas chegavam aos 4 metros?, relatou o Cabo Cláudio Damião, que estava na embarcação junto com o soldado Vladimir José da Silva.
#Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi tranqüila. Eram apenas dois surfistas profissionais que se divertiam e estava tudo sob controle. Na volta, o bote sofreu uma pane no motor, cuja causa não foi identificada ainda.
“Imediatamente enviamos mais dois botes de apoio, um pequeno para resgatar os salva-vidas, e outro grande, com cinco metros de comprimento e motor de 100 HP, para rebocar bote à deriva. Mandamos também uma viatura que ficou em cima da Ilha para comandar a operação? explicou o Tenente Alexandre Doll, comandante de Salvamento Marítimo de Santos e São Vicente.
Durante os dois anos em que ocupa o cargo, o Tenente conta que sempre há ocorrências na Garganta do Diabo quando o mar está de ressaca. A mais grave que se recorda aconteceu quando uma embarcação de alumínio virou com três pescadores que estavam sem coletes salva-vidas.
#Os três morreram afogados antes mesmo do resgate chegar, justificando mais uma vez o nome do pico.
Nessa época do ano, é comum a entrada de ondulações grandes no litoral Sudeste, fazendo o pico funcionar com mais freqüência. A Garganta do Diabo ganhou esse nome devido ao grande número de barcos que viraram tentando atravessá-la, ocasionando mortes e gerando prejuízos.
Os surfistas em questão eram nada menos que Marcello Árias e Daniel Cortêz, respectivamente, coordenador geral e pós-graduando da Unipran (Universidade da Prancha).
Ao entrarem no pico, por volta das 16 horas, Daniel foi levemente arrastado para o fundo, passando aos moradores a impressão de estarem em apuros.
Em seguida entraram na água o big-rider local, Daniks Fischer, o presidente da Associação de Surf de S. Vicente, Lúcio Mallas, e Flávio Karrana, o Carioca.
Todos desfrutaram das esquerdas com cerca de 2 metros e boa formação que quebravam sem parar.