Galera desliza com equipamentos da nova era

Muito mudou no North Shore nas últimas décadas, a não ser as ondas que continuam perfeitas e pesadas, mas o lifestyle dos atletas que passam a temporada de inverno mudou e muito.

Agora, com novos equipamentos como o foilboard e kitesurf, os dias de praias fechadas para campeonato, ondas pequenas, mexidas, ou de muito vento, continuam sendo uma diversão.

Na última quarta-feira, as melhores ondas rolaram em Sunset Beach, onde as maiores séries chegavam aos 2,5 metros, mas longe dos perfeitos swells de North/West que  tornaram

essa direita uma das mais desejadas por todos os surfistas ao redor do globo. Mas, mesmo assim seria o local onde rolaria um bom freesurf, isso se não estivesse sendo disputadas as baterias de repescagem do WCT.

Nas outras praias as condições não eram muito atrativas. Então, eu, Pato, Pacelli, o salva-vidas Vitor Marçal, Haroldo, Claudião Dinara, Formiga, Cantoni, o tahitiano Teva e o filmaker Kleber Pires partirmos para o foilboard.

O tapete-mágico, como chamamos o novo brinquedo criado pela galera de Maui, é o futuro do surf em ondas grandes e requer muito treino e habilidade, segundo os especialistas.

A ”Brazilian Navy” (marinha brasileira), como é apelidada a galera do Brasil aqui na Marinha de Haleiwa, juntou a tropa de cinco jet-skis e saiu a procura da melhor onda possível para a prática do foil.

Police Beach (ao lado de Puena Point) foi o local escolhido pela tropa, pois não tinha ninguém e possui um canal seguro para os filmakers, além de ser de fácil acesso para o resgate do atleta com a prancha de foil.

 

A prancha fica presa aos pés do surfista como em uma bota de snowboard, o que pode trazer uma grave lesão de joelho se o piloto do jet não resgatar o surfista antes que a série o atinja, devido ao peso da quilha.

Toda a rapaziada aproveitou bastante as direitas de cerca de 2 metros  e a velocidade atingida pela pranchas era anima. Mais rápidas do que dos próprios jets. Alucinante!

No final da session, o vento lateral (side wind) entrou forte e estragou de vez as ondas, porém atiçando as lombrigas dos kitesurfers presentes.

 

A galera do kite invadiu o Hukilau Park durante a tarde, em Kahuku, para mais uma sessão épica. 

 

O vento constante proporcionou um show de malabarismos e saltos de mais de 6 metros de altura. Vivemos em bons tempos…

A previsão é a de que as ondas fiquem com 3 a 4 metros na sexta-feira, com um perfeito swell de North/West. Até que em fim. O WCT em Sunset será um show e se Deus quiser estarei lá para prestigiar as baterias dos brazucas (com Neco, Teco, Peterson, Herdy…). Vamos torcer!

 

Aloha

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)