#Gabriela Hofmann, 22 anos, é brasiliense radicada no Espírito Santo, onde começou a praticar bodyboard em 1996, na Barra do Jucu, pequeno vilarejo de pescadores próximo à Vila Velha.
Ela foi vice-campeã Brasileira Amadora em 97, e no ano seguinte se profissionalizou, sendo um dos destaques na etapa brasileira do Mundial, realizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, obtendo a nona posição.
Na etapa de Rio das Ostras, no ano passado, Gabriela subiu no topo do pódio e superou nomes como a tetracampeã brasileira Neymara Carvalho e a bicampeã mundial Soraia Rocha.
Agora, ela parte com com força total em busca de seu primeiro título brasileiro na categoria, já que ocupa a quarta posição no ranking, com um descarte.
Gabriela conta com os apoios da Z-Point, Revista Ride It e Redley Fins. A atleta busca um patrocínio principal para custear suas despesas no Circuito Brasileiro, algumas etapas do Mundial e no Estadual, que começa em junho.
Confira a entrevista realizada pelo editor da revista Ride It, Elmo Ramos, namorado de Gabriela.
Como são as ondas no Espírito Santo?
É um lugar que não recebe tanto swell, mas possui ondas de boa qualidade, rápidas e de impacto, com fundos de coral, pedra e areia. Cito a Barra do Jucu, onde treino, pela diversidade de ondas; os picos de bancadas como o Underground, Disposição Dobrada (D2) e Albatroz, recém descobertos pelos bodyboarders; Regência, um dos picos mais clássicos do Estado e pouco conhecido pela mídia.
Como foi sua experiência nas temporadas havaianas?
Tive dois anos de experiência no Hawaii (99/00 e 00/01) e realmente é surpreendente estar naquele lugar maravilhoso. Com certeza, às vezes que mais marcaram foram as baterias que tive a oportunidade de participar em Pipeline e Maili Point (West Side) em condições clássicas com mais três pessoas na água.
O que é o bodyboard para você?
É o esporte que pratico e que para mim demonstra a força da natureza com harmonia. Profissionalmente, acho que é um esporte que está caminhando para o lugar certo. Nós atletas, temos que estar presentes para opinar e sermos respeitados, mantendo o diálogo para conquistarmos o espaço que merecemos.
O que você gosta de fazer nos dias flat?
Meditar.
Cite um campenato inesquecível?
O Brasileiro realizado em Itacoatiara, em 97 e as duas etapas em Rio das Ostras (RJ).
O que você diria para a garotada que pretende seguir seus passos?
Acho que o estudo é muito importante e o ideal é que seja conciliado com esporte e escola. Uma escolinha de bodyboard é um superdica para uma preparação completa e acompanhada por profissionais, sem dúvida é uma experiência muito valiosa. Participem de uma escola de bodyboarding e vocês verão o que estou falando.
Quais são seus picos preferidos no Brasil e quais você deseja conhecer?
Itacoatiara e São Conrado, no Rio de Janeiro, e Cemitério e Barrão no Espírito Santo. Ainda vou conhecer o Tahiti e Fernando de Noronha.
Qual é seu equipamento atual?
Uso as pranchas Z Point, pés de pato Redley Fins e uso um adesivo no fundo da prancha, que é feito de fibra de carbono, dá mais velocidade, combate às dobras e o desenho é uma camuflagem anti-tubarão.
Mande seu recado para os leitores do Waves Bodyboard.
Gostaria primeiramente de agradecer a Deus por estar vivenciando este momento e ao apoio da minha mãe, Jane, e do meu irmão Davi, que é surfista profissional. Quero agradecer também ao apoio da Revista Ride I e a Biologic Bodyboarding, ONG da qual faço parte. Queria pedir para que todos tenham consciência do dever que temos com a Mãe Natureza, sem ela não vivemos!
Obrigado à equipe do site Waves Bodyboard pela oportunidade. Quem quiser
saber mais sobre minha carreira ou tiver interesse em me patrocinar, visite meu site no endereço www.rideit.com.br/hotsites/gabi/gabi.htm. Fiquem com Deus e boas ondas!