A fusão entre o passado, presente e futuro nas tendências do esporte sempre rolaram em todas as gerações. No surf não é diferente.

 

Biquilha, triquilhas, quadriquilhas, fish, guns, towboards, funboards, canoas havaianas, stand-up surfing? Foram muitas as tendências em nossa história.

 

Nos anos 70 e 80 Mark Richards e Cheyne Horan travaram duelos memoráveis a bordo de modelos bem diferentes.

 

Richards levou quatro títulos mundiais com biquilhas e quadriquilhas, enquanto Horan,

com sua atípica quilha Star fin, ficou na sombra do compatriota australiano. Segundo muitos a causa dos seus eternos vice-campeonatos foram as star fins.

 

Sentado comendo um sanduíche no restaurante Legends, em Maresias, vi um DVD feito pelo lendário Nat Young. A história do surf australiano.

 

Duelos fortes entre Richards e Horan foi uma das pautas do vídeo, muito bacana. Já com a tendência das triquilhas de Simon Anderson – Tom Carroll, uma jovem promessa na época, quebra tudo a bordo de uma triquilha fish.

 

O que há de mais novo no mercado, ou melhor, velho, é a volta dos modelos fish. Mais tarde, na casa de um amigo, fico de cara com a ?performance? do jovem australiano David Rastovich a bordo de uma fish no ano passado.

 

 

Ele quebra muito mais hoje nesse modelo que os melhores atletas dos anos 70 com pranchas semelhantes. A genética e a evolução do homem a bordo da triquilha e agora de volta a fish torna essa evolução intrigante. Aéreos, rasgadas nunca sonhadas no passado fazem parte da rotina de Rasta.

 

Na revista TRIP desse mês, uma matéria com carros antigos como os Camaros dos anos 60 demonstram a febre pelas coisas boas do passado. Outro dia testei uma fish biquilha. Antes da queda não visualizava uma sessão com muita performance, mas me surpreendi. Há algum tempo não me senti tão à vontade em uma marola. Muito divertido.
 
Outra modalidade que tem chamado a atenção são as pranchas de stand-up. Com um remo, uma prancha entre 10 e 12 pés, Haroldo Ambrósio, Eraldo Gueiros e Rico de Souza têm se sobressaído nos dias de crowd.

 

A mistura do remo com o surf tem ridicularizado a entrada na onda, não tem longboard e nem nada que entre na onda antes que o stand-up. O remo nas mãos também intimida aos que sonharem em rabeá-los. O tempo que passam em pé na prancha também é uma musculação natural.

 

Pranchas como as de tow-in,  pigs (Xanadu) são exemplos das fusões de tendências. No kitesurf são muitas as tendências. A última e melhor delas é o kitesurf nas ondas. O último DVD dos renomados Tronolone mostra os melhores atletas do mundo entubando com suas pranchas de surf na Indonésia rebocados por suas pipas.

 

Não importa o modelo, e sim a diversão. O que veremos daqui 10 anos?

 

Boas ondas.

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