Freesurf durante mundial do México

Eu e Phil Rajzman partimos para o última etapa do mundial de longboard profissional, que seria realizada na Baja Califórnia, México, durante os dias 21 à 31 de Agosto.

Nossa viagem já estava bem esquematizada, com um apartamento reservado bem enfrente ao pico do campeonato, La Roca.

Parte da equipe brasileira viajou em outro avião, mas, todos se encontraram na Cidade do México para um pernoite.

O grupo de nove esfomeados, Eu, Phil, Picuruta, Paulo Kid, Amaro, Olimpinho, Jaime Viúdes, Mica e Mulinha chegou na hora do jantar.

O nosso taxista nos levou em um bar pé sujo, onde a rapaziada matou a fome nos tacos… o bar era modesto, mas o preço do rango foi bem salgado e ainda morremos em mais uma grana do taxi… apesar dos desfalques monetários foi uma noite divertida.
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Chegamos em San José del Cabo à tarde e fazia um calor animal. Nossas caronas estavam nos esperando e dividimos a equipe em dois carros até o lugar de hospedagem.

No meio do caminho, o motorista que também era o nosso agente imobiliário parou para tomar uma cervejinha, dirigindo e bebendo tranqüilamente… quando uma patrulha da policia federal nos fez encostar… O policial olhou aquele carro com uma montanha de longboards e cheio de caras suspeitos, a dura era certa.

O homem da lei passou o maior sermão no nosso motorista derramando a cerveja no chão quente que devia estar a uns 50 º C . E assim, iniciou a nossa trip na Baja Califórnia…

Ao chegarmos no condomínio, eu e Phil constatamos que o nosso apartamento já estava ocupado.

Fomos transferidos para outro lugar, à 50m de La Roca, um pico chamado Zipper`s, que também é uma direita.
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As ondas nesse pico tinham mais força, mais definição e também mais locais do que La Roca.

Passamos alguns dias treinando em Zipper´s e conhecemos os locais que preferiam perturbar aos gringos do que a nós, brasileiros.

A onda era um expresso só, permitindo uma infinidade de manobras desde longos bicos à batidas super verticais. O detalhe era que, além do clima a água também era quente.

A cabeça fervia para remar até o pico. O meu ataque era de backside, mandando várias batidas no crítico, longos nose ridings e finalizando com um cut back voltando tudo para ficar de frente para a espuma.

Phil esbanjava criatividade, e além de sua radicalidade habitual, executando manobras atuais de pranchinha no longboard, também mandava ver no clássico.
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Bem… estávamos bem acomodados em um lugar cheio de seguranças… pura tranqüilidade. Era o que pensávamos… pois os tais seguranças entraram em nosso apartamento e roubaram US$ 500,00 do Phil, que tinha deixado a carteira em cima do armário… Solução para o roubo? Nenhuma.

Estava assistindo as baterias, quando um senhor americano, me perguntava sobre a mecânica da competição e do longboard. Eu expliquei tudo com a maior boa vontade e ele retribuiu oferecendo o seu apartamento, bem enfrente do pico, para nós.

Ele voltou para a Califórnia com a família e nos deixou bem acomodados, além de nos fazer uma super desconto. Deixamos as ondas de Zipper´s guardadas na memória e focalizamos a nossa atenção em La Roca, por que, a competição já começou…

Obrigado aos meus patrocinadores: Agtal Amendoins e Castanhas e a Fico Surfwear por me proporcionarem a mais uma viagem para conhecer esta onda maravilhosa.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.