Foram 24 horas entre conexões e voos para sair do Recife (PE) e chegar à Cidade do México. Segui de ônibus por mais 17 horas até meu destino final, e foi aí que descobri que o portunhol funcionaria em quase todas as situações, enquanto o inglês não estava servindo para muita coisa.
Assim que cheguei à base, fui recebido / bloqueado por uma tuia de cachorros de todos os tamanhos. Feito o contato com nossos anfitriões, agilizei a organização do equipamento e saí na primeira luz para matar a secura, tinha altas ondas!
Com muita empolgação e pouca precaução, entrei no mar, e após 20 minutos de remada, uma forte correnteza e pouquíssimo progresso, resolvi sair. Nunca havia fotografado um beach break com tanta correnteza! Depois de alguns minutos de observação, comecei a entender como funcionavam as correntes e, na minha segunda tentativa cheguei ao line-up.
Olhando de fora é incrível como se perde a referência de tamanho da onda. Só dentro do mar que se conseguia ter ideia do tamanho das “marolas”! Dobravam de tamanho na rasa bancada e arregalava “Uzói” até dos mais afoitos!
Algumas séries depois, após a segunda expulsão do mar fui para casa, estava exausto. Quando cheguei à base conheci alguns brasileiros que já há alguns meses produzindo por lá e me deram duas boas notícias quando cheguei da praia: provavelmente não iria ter flat pelos próximos dias e provavelmente veríamos o maior swell dos últimos 14 anos, de camarote!
Para obter mais informações sobre essa trip, acesse o blog do fotógrafo Renan Souza.










