Flat havaiano embaça os big riders

Na minha primeira semana de Hawaii as ondas não estiveram “dignas” de uma temporada  promissora, porém elas variaram dos 1,5 aos 2 metros com boas condições – sol e vento terral.

 

O clima está muito quente, diferentemente dos últimos anos. E a previsão é que só role ondas acima dos 6 metros depois do começo de dezembro.

Todos os picos quebraram perfeitos durante a semana retrasada, com destaque para Off-The-Wall e Sunset, onde rolou o Xcel Pro.

 

A performance impecável do havaiano Pancho Sullivan o colocu no lugar mais alto do pódio em Sunset.

 

Ele distribuiu pancadas para todos os lados e não deu mole para ninguém. Durante o free surf que realizei em um final de tarde antes da final em Sunset (local do evento), na companhia dele e do local Raynos Hayes, o havaiano estava destroçando as ondas e impressionando o crowd.

Na terça e quarta-feira daquela semana, o swell estava no ápice, com Off-The-Wall sendo o pico mais pesado do  North Shore. Rocky Point também estava bom, porém não tão tubular.

No primeiro dia (terça) a sorte esteve ao meu lado e surfei 2 metros sólidos e pesados na companhia de no máximo mais seis surfistas e alguns fotográfos aquáticos por cerca de três horas, antes do vento ficar mais forte e estragar um pouco as condições.

 

Entre os surfistas, destaque para Ryan Rawson, que andou por dentro de bons cilindros. Eu também desfrutei da falta de crowd e matei as saudades dos “blue barrels”. O fotográfo Cris Van Lennep continua esnobando experiência e tato na hora da foto de dentro do tubo.

 

O sul-africano, que já beira os 50 anos, colocava sua câmera tão perto de nós que se ela fosse feita de chocalate dava até para mordê-la, enquanto os outros cerca de seis fotógrafos não arrumaram muita coisa no meio dos pesados lips.

No segundo dia, todos e mais “alguns” havaianos souberam da qualidade dos tubos da terça e tomaram conta do pico. Como Pipeline e Backdoor não funcionavam tão bem quanto Off-The-Wall o crowd ficou mais do que concentrado.

 

E não só eu como também alguns havaianos não pegamos nada. A fome de onda naqueles cerca de 20 metros quadrados foi digna da galera na Etiópia. Saí fora sem pegar nada.

Nos últimos dias (quinta e sexta) o swell não ultrapassou 1 metro e, como o vento estava constante, optei pelo kitesurf.

 

Domingo retrasado as ondas estavam com cerca de 1,5 metros, mas o vento terral muito forte atrapalhou durante a maior parte do dia. O crowd em Rocky Point esteve o bicho no auge daquele fim de semana. E, na última semana, o flat predominou de vez. 

Até mais galera.

 

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.