Quiksilver Pro

Filipe campeão

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Filipe Toledo vence o Quiksilver Pro Gold Coast de forma brilhante em Snapper Rocks, Austrália. Foto: Divulgação / WSL
 

Em ondas de meio metro e séries pouco maiores, Filipinho mostrou seu surf veloz e radical para totalizar impressionantes 19.60 pontos em 20 possíveis, contra 14.70 de Julian.

Para começar na frente, Filipe pegou uma pequena onda e não aliviou nas manobras, radicalizando ao extremo para descolar 8.00. A nota chegou a ser reduzida para 7.83 na tela de transmissão, mas os juízes fizeram uma nova correção.

Sem perder muito tempo, o ubatubense trabalhou forte para inverter sua prancha nas manobras e ampliou vantagem com 6.00, deixando o adversário sob pressão.

Depois de esperar pacientemente por uma onda com alto potencial, Julian Wilson fez sua primeira apresentação e começou assustando com um tail slide 360, mas caiu na segunda manobra ao chutar novamente a rabeta, desta vez tirando toda a prancha da onda.

A segunda metade da bateria começou pegando fogo. Uma série apareceu em Snapper Rocks e os dois atletas detonaram. Filipinho aplicou três rasgadas com muita pressão e conseguiu 9.60, mesmo caindo ao chutar a rabeta no inside.

Julian não deixou por menos e descolou 9.10 com uma onda bem trabalhada e finalizada com um aéreo rodando, passando a buscar 8.51.

Minutos depois, Filipe Toledo voltou a aprontar, levantando a plateia com um aéreo rodando impressionante em uma das manobras. A nota 9.17 fez Julian Wilson passar a lutar por 9.67.

Os brasileiros já comemoravam na areia quando Filipe pegou outra onda e literalmente triturou o lip do início ao fim. Os juízes não tiveram dúvida e deram 10 ao atleta. A partir daí, a festa tomou conta de Snapper Rocks e o garoto de Ubatuba pôde comemorar o título da etapa e a liderança do Circuito Mundial.

“Essa é a melhor sensação do mundo, estou muito feliz”, afirmou Toledo. “Apenas Deus e minha família sabem o quanto eu tenho treinado, tanto fisicamente quanto mentalmente. Estou muito feliz por ter vencido um evento e estou me sentindo muito confiante. Esse vai ser um bom momento para os brasileiros. Eu estava me divertindo e minha prancha estava funcionando muito bem. A última onda foi incrível, e é ótimo tirar um 10. Ano passado foi incrível para os brasileiros, e estou muito orgulhoso pelo Gabriel. A conquista dele sem dúvidas foi uma grande motivação para mim”.

“Os fãs brasileiros são inacreditáveis”, continuou Toledo. “Não importa como está o tempo, se está chovendo ou fazendo sol, eles estão sempre lá, e eu amo o meu povo. É ótimo estar na liderança do ranking. Eu fiquei pensando nisso depois da final, é incrível!”, terminou.

“É ótimo ter um começo como esse”, disse Julian Wilson. “Todos na praia sabiam que o Filipe era o surfista do evento, então parabéns para ele. A etapa foi muito boa, eu adoro esse evento e ter a minha família aqui. Também quero agradecer a todos. É óbvio que esse foi um bom resultado e que estou numa boa fase desde Pipe”.

“Ano passado foi muito difícil emocionalmente, porque tive problemas pessoais com a minha família. Esse foi o maior desafio que tive de enfrentar. Eu voltei da Europa depois de ter um momento ruim no Tour, e tive de fazer minhas malas e ir para o Brasil para competir o WQS. Quando eu soube que estava tudo bem em casa, eu pude realmente focar nos meus objetivos”, terminou o australiano.

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Filipinho faz a festa em sua primeira vitória na elite mundial. Foto: Divulgação / WSL

O evento quase teve uma final brasileira pela primeira vez na história de Snapper Rocks, mas Julian estragou a festa de Miguel Pupo nos últimos segundos da primeira semifinal. 

O brasileiro começou muito bem, arrancando 7.17 e 6.00 dos juízes, enquanto Julian se deu mal na primeira onda e passou a esperar por um bom tempo. O australiano passou a investir no aéreo para ser valorizado pelos juízes e conseguiu reagir com 8.43.
 
As séries demoravam a entrar em Snapper e Miguel conseguiu trocar sua nota 6.00 por 7.37, enquanto Julian permanecia esperando no outside.
 
O tempo foi passando, até que uma série apareceu nos últimos segundos e levou a galera ao delírio. Precisando de 6.11, Julian foi na primeira onda e começou com manobras inexpressivas, buscando decolar na finalização. O australiano mandou um aéreo rodando e pegou embalo na espuma para completar a manobra.
 
Na onda de trás, Pupo espancou o lip com muita determinação e vibrou de forma emocionante ao finalizar a onda.
 
A partir daí, o suspense tomou conta da praia. Depois de muita demora, o locutor anunciou as notas: 7.83 para Julian e 8.23 para o brasileiro, que levou a virada e perdeu por 16.26 a 15.60 pontos.

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Miguel Pupo chega perto da final, mas perde nos últimos segundos e fica em terceiro. Foto: Divulgação / WSL
 

 

Na outra semi, Filipe Toledo largou na frente com uma nota 7.83, aumentou a vantagem com 5.50 e desequilibrou a disputa ao destruir uma onda e receber 9.40 dos juízes, estragando de vez as pretensões de Adriano de Souza.
 
Depois de quatro meses afastado das competições devido a uma lesão no joelho sofrida em Portugal, Adriano vinha fazendo uma bela campanha em Snapper Rocks, mas não conseguiu repetir as ótimas atuações das baterias anteriores e obteve 6.17 e 4.17 nas duas melhores ondas.
 
Quartas-de-final Antes das semis, Miguel Pupo venceu o duelo brazuca na abertura das quartas-de-final contra Wiggolly Dantas com notas 7.33 e 6.37. Guigui também mostrou um backside muito afiado e chegou perto da vitória com 6.00 e 7.67, perdendo por apenas 0.03 diferença.
 
Em seguida, Julian Wilson despachou o compatriota Taj Burrow. Local de Noosa Heads no nordeste da Austrália, Julian descolou 9.77 e 7.67, contra 3.00 e 8.67 de Taj, de Yallingup, oeste do País.

 

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Depois de quatro meses afastado das competições devido a uma lesão no joelho, Adriano de Souza volta com tudo e chega à semifinal. Foto: Divulgação / WSL
 

O terceiro confronto foi dominado por Adriano de Souza. Muito aplicado taticamente, Adriano arrebentou as direitas de Snapper Rocks para somar 6.50 e 8.57, contra 7.33 e 5.90 do local Mick Fanning, que vinha surfando muito na competição.
 
Fechando as quartas, Filipe Toledo partiu pra cima das ondas de Snapper e abriu boa vantagem sobre Bede Durbidge com 7.67 e 9.67. O aussie de Currumbim tentou reagir com uma boa escolha de ondas e um surf consistente, mas as notas 7.83 e 8.40 não foram suficientes para impedir a vitória de Filipinho.

Resultado do Quiksilver Pro Gold Coast 2015

1 Filipe Toledo (BRA)
2 Julian Wilson (AUS)
3 Adriano de Souza (BRA)
3 Miguel Pupo (BRA)
5 Wiggolly Dantas (BRA)
5 Taj Burrow (AUS)
5 Mick Fanning (AUS) 
5 Bede Durbidge (AUS)
9 Italo Ferreira (BRA)
13 Gabriel Medina (BRA)
25 Jadson André (BRA)

 

 

 

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