Falta de apoio embaça surfe em Caraguá

Devido a falta de patrocínio, os surfistas de Caraguatatuba não participaram da primeira etapa do Okdok Paulista Amador, realizada no último final de semana, em Maresias, São Sebastião.

 

Segundo Luciano Santanna, presidente da Associação de Surf de Caraguatatuba (ASC), a cidade tem direito a cinco vagas no circuito e cada atleta custa em média R$ 200 por etapa.

 

“A entidade buscou apoio no comércio local, mas a prefeitura também não ajudou. Falta boa vontade política por parte da administração pública, que nem condução disponibilizou para os atletas”, reclama Santanna.

 

Há quase 15 anos, a ASC trabalha para desenvolver o surf na cidade, realizando campeonatos que distribuem bolsas de estudos e tratamento dentário. Porém, ainda de acordo com Santanna, a Secretaria de Esportes do Município não vê o surf com bons olhos.

 

“Todos os anos mandamos nossos calendários, pedimos apoio para a realização de eventos. Mas, entra ano e sai ano, entra secretário e sai secretário, o surf não recebe apoio. Ao contrário do que acontece nas cidades vizinhas como São Sebastião e Ubatuba, que revelam talentos com apoio da administração pública”, afirma ele.

Apesar da falta de apoio, Caraguatatuba já revelou talentos como Alexandre Moliterno, que saiu da cidade para buscar patrocínio e treinar, chegando a viajar para diversos lugares, inclusive o Hawaii. Atualmente, o Moliterno trabalha como shaper em Ubatuba.

 

Outro atleta de destaque, Marcus Cardoso, 17, mudou-se para Florianópolis em busca de patrocíni. Ele conseguiu apoio da Mormaii e treina com toda infra-estrutura no Centro de Treinamentos da marca.

 

O único projeto apoiado pela prefeitura é a escolinha de surf municipal, que colocou em prática o projeto “Antes no mar do que na rua”, da Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba.

 

Santanna não desiste de acreditar no esporte. Ele se formou em educação física justamente para dar mais credibilidade à escolinha e pôder realizar um trabalho realmente profissional.

 

“Esperamos que neste ano não tenhamos só promessas políticas e sim ação. Só assim para o esporte sobreviver na cidade sem que nossos talentos sejam enterrados”.

 

Neste ano, a entidade busca parcerias para a realização do circuito municipal e já conta com apoio das Faculdades Integradas Módulo, que distribuirá bolsas de estudos aos campeões.

 

Para saber mais sobre a entidade, visite o site ascsurf.com.br .

 

 

 

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