Fabi Jacomel: a musa de Bali

Resolvi prestar uma homenagem especial à minha companheira de viagem nesta temporada, a Fabi Jacomel. Fazia algum tempo que não a encontrava, desde a última vez que ela foi me visitar em Garopaba, no último verão.

Entre nossas conversas para botar os assuntos em dia, sentia que quando eu falava sobre minhas trips para Indonésia, via sempre como resposta uma carinha de euforia por compartilhar apenas verbalmente as aventuras.

Fabi mora em Curitiba, é formada em Administração de Empresas e trabalha reciclando couro, fazendo bolsas, saias e capas de retalhos. Propus a ela que me ajudasse nesta temporada a fazer as compras da minha loja em Garopaba, pois uma opinião feminina de bom gosto sempre conta muitos pontos.

Depois de esclarecer toda a parte financeira do meu projeto, ela imediatamente colocou o fusca dela à venda e começou a ajeitar as coisas para passar a invernada curitibana fora do Brasil. E para minha grata surpresa e satisfação, Fabi se mostrou uma parceira disposta, alto astral e sem a mínima dose de frescura.

Passamos vários sufocos juntos na terra e no mar, nos quais muitos marmanjos arregariam, mas ela sempre mostrou muita disposição, coragem e otimismo nestes quatro meses. Mais do que isso, ela se mostrou uma aluna aplicadíssima no violão, no surf, uma skipper de primeira no Zodiac, sem falar na força que me deu aqui na realização do meu trabalho para o site Waves.

Quando contei a ela que gostaria de fazer o perfil dela no site, Fabi resolveu escrever por sua própria conta o que achou desta trip, e que faço questão de publicar, pois é um grande exemplo para muitas garotas.

?Oi moçada, aqui quem escreve sou eu, Fabi Jacomel, a garota que tirou a sorte grande de vir para esta trip na Indonésia em parceria com o Darcy. Quando a oportunidade apareceu, minha primeira reação foi a de quem não teria condições de vir, mas depois mudei de idéia e não me arrependi.

Viajar todos nós concordamos que é um dos melhores investimentos que fazemos para nossas vidas. Vou tentar resumir como foi para mim esta experiência de quatro meses vivendo na ilha de Bali, com a intenção de compartilhar com vocês o ponto de vista feminino da trip.

Analisando agora que faltam poucos dias para voltar ao Brasil, chego a conclusão que o que mais valeu foi a troca de conhecimento. Seja na parceria com o Darah Bersi (novo apelido que dei ao Darsa pela semelhança sonora com Darsi, que na língua Indonesiana significa Sangue Limpo=Sangue Bom), seja com novos amigos que conhecemos na viagem.

Já havia estado em Bali em 98 apenas por uma semana, quando tive a oportunidade de conhecer o Darcy, nosso parceiro naqueles dias. Desta vez vim a “trabalho”. Vocês devem imaginar como foi difícil trabalhar aqui…

Basicamente as atividades eram secretariar o Darcy nas suas compras para a loja de Garopaba, mas acabei ajudando a filmar os surfistas e a fotografá-los.
Aprendi a manusear o Zodiac por entre as bancadas de coral perto das ondas o máximo possível, para que o Darcy pudesse filmar e fotografar.

Isto foi o que me abriu as portas para que acontecesse a aventura de G-land.
Trabalhamos juntos procurando sempre nos organizar para que tivéssemos mais tempo para outras atividades. Aproveitei o incentivo dos amigos daqui para aprender a surfar.

Apesar de mal conseguir ficar em pé, só de remar para o outside já significou muito. Afinal, acostumada a escalar no sul do Brasil, pude manter a forma física e a resistência. Para quem se interessa no esporte, na praia de Padang tem altos bolders e vias de escalada em negativo.

Além disso, a ilha oferece trekking aos vulcões, rafting nas corredeiras e vôo livre nos cliffs, além de outras atividades radicais. Bali agrada a todos os gostos. As baladas noturnas estão meio de fora do nosso dia-a-dia, mas fomos a algumas festas com ótima música e pessoas agradáveis.

Temos curtido mais durante o dia, trabalhando ou surfando ou treinando violão. Levamos uma vida saudável sem radicalismos. É isso aí, essa troca de informações, o contato com outra cultura, dar um tempo de tudo e viajar, não importa por quanto tempo, é muito bom.

E se deixar fluir, tudo chega no momento certo. Só tenho a agradecer valeu!
Quem sabe a aventura continua no verão em Garopaba.?

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