
Pelos resultados dos últimos campeonatos, pode-se concluir que as veteranas estão com a corda toda, pois venceram muitos eventos importantes neste ano.
Tita Tavares, 30, surfou como nunca e fez bonito ao vencer o WQS Billabong Girls Pro, em Itacaré (BA). Na semana seguinte, Layne Beachey, 34, ganhou a etapa do WCT na Bahia e mostrou que está longe da aposentadoria.
Logo após, no WCT da França, Melanie Redman-Carr, 31, foi vice-campeã, perdendo na final apenas para a atual campeã mundial Chelsea Georgeson.

Para completar, Redman-Carr é a atual líder do ranking WCT 2006, com três vitórias consecutivas ? em cinco etapas realizadas. Ela só foi mal na prova brasileira.
No circuito brasileiro, mais um resultado positivo para a experiência: Andréa Lopes, 33, foi a campeã da etapa baiana e do circuito antecipadamente, consagrando-se tetracampeã brasileira. É mole?!
Não quero provar nada com isso. Apenas chamou a atenção a quantidade de surfistas que estão com mais de 30 anos e seguem firmes e fortes nas competições.
Mesmo com novos talentos surgindo, as veteranas continuam fazendo frente para quem chega. Qual será o segredo? Eu aposto na experiência e no cuidado com a saúde.
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Tanto a Redman-Carr, quanto Layne Beachley falaram coisas parecidas quando questionadas sobre o que fazem para manter o rip, depois de tanto tempo no circuito. As duas revelaram estar mais tranqüilas e sem pressão, afinal, não precisam provar nada pra ninguém.
Agora, querem surfar com alegria, curtir e ganhar, é claro. Mas, isso vem de forma diferente, sem apego total aos resultados.
Uma mulher madura encara isso com outro sentimento. A experiência adquirida com o passar dos anos ensina a lidar com as mais variadas situações de vida.

E é exatamente isso que atrapalha as novatas. Os primeiros anos são de aprendizado até adquirir confiança.
No início, você não sabe ao certo como reagir a certos estímulos e desafios. No entanto, aos poucos vai se conhecendo e aprendendo a encarar as situações.
Mas, acho que não é só isso. Penso que também alongamos nosso tempo de vida competitiva. Os cuidados com a saúde, se não abusarmos de nossa capacidade física, nos permite ir um pouco mais adiante hoje em dia.
Com isso, as mais velhas, além da experiência, também contam com o bom condicionamento físico: combinação perfeita.
E a Andréa Lopes? É tetracampeã brasileira aos 33 anos. Em uma entrevista neste ano ela disse: ?Quero simplesmente ser, o que tiver que acontecer, virá?.
Acho que é isso mesmo. Para simplesmente ser, tem que ser madura o suficiente, ter passado por muitas, adquirido experiência e ter total conhecimento de si. Só o tempo dá essa consciência.
No caso, Andréa também cuida muito bem da saúde do seu corpo. Agora imaginem fenômenos como a Jessi Miley-Dyer, Silvana Lima e outras que estão surgindo com toda essa bagagem nas costas?
Se agora elas já estão apavorando, imaginem daqui alguns anos se respeitarem seus corpos na medida certa. Elas podem muito bem seguir este caminho de vida longa às veteranas, ou ir além delas.
Ninguém segura essas mulheres!