Ex-campeão mundial Stuart Entwistle morre em Sydney

#O longboarder australiano Stuart “Twiz” Entwistle faleceu aos 52 anos na última segunda-feira (04/02/2002), no Royal North Shore Hospital, em Sydney, Austrália.

Stuart lutava contra um câncer de pele havia três anos. Seu estado complicou depois de cirurgia realizada na sexta-feira anterior à sua morte.

Mesmo depois de diagnosticado da presença de um melanoma severo em 1999, Stuart continuou participando competições e inclusive venceu algumas. A última vez que ele surfou foi em um campeonato no Hawaii, em junho do ano passado.

Local da praia de Manly, Austrália, Stuart sempre incentivou os jovens atletas locais, dos quais muitos se tornaram campeões mundiais como Barton Lynch, Pam Burridge e Layne Beachley.

Além do seu trabalho em prol do surf, Stuart também dedicou muito de seu tempo e esforço para levantar dinheiro para muitas instituições filantrópicas. Atos que lhe renderam muitas homenagens da prefeitura local.

Stuart era o maior rival de Nat Young na disputa dos primeiros circuitos mundiais de longboard realizados durante os anos oitenta. Inclusive, Stuart quebrou a hegemonia de Nat Young faturando o título mundial em 1987.

#Em 1988, Stuart esteve no Brasil acompanhado de Nat Young para participar do Sundek Classic of Surfing, campeonato internacional realizado na praia de Itamambuca em Ubatuba que contou também com a disputa da categoria longboard.

Naquele época o longboard no Brasil era uma semente que começa a germinar e a presença de tais competidores no Brasil foi uma referência muito importante para os primeiros longboarders brasileiros.

Nat Young passeava na prancha, cruzando os pés, e dando pelas viradas no melhor do seu estilo, enquanto Stuart, que nesta época beirava os 40 anos, motrava muita agilidade e um hang five característico na qual colocava o calcanhar para fora da prancha.

Os cariocas Otávio Pacheco e Daniel Friedman fizeram a final com os australianos. Outros longboarders brasileiros que mereceram destaque no evento foram Marquinhos 360, Cisco Aranã, Wadhy Mansur, Neco Carbone e Rico de Souza.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)