Esquenta corrida por vagas

Os dois brasileiros que competiram no sábado avançaram para o domingo decisivo.

 

O cabofriense Victor Ribas e o alagoano Tânio Barreto passaram em segundo lugar nas suas baterias e acabaram escalados juntos para disputar duas vagas para as quartas contra Jeremy Flores, da Ilha Reunião.

 

O jovem atleta derrotou os dois brasileiros nas ondas irregulares de Huntington Beach, mas Tânio Barreto ganhou a outra vaga para as quartas-de-final, quando foi barrado pelo havaiano Roy Powers.

 

Mesmo não alcançando o pódio, os dois

comemoraram o bom resultado no 6 estrelas da Califórnia.

 

Victor Ribas marcou 1.250 pontos com o nono lugar nos Estados Unidos e subiu da 35.a para a 19.a posição no ranking que classifica 15 surfistas para o WCT do ano que vem.

 

E com os 1.525 pontos recebidos pelo quinto lugar nas quartas-de-final, o alagoano ganhou quase quarenta posições, passando a fechar a bloco de brasileiros colocados entre o 54.o e 58.o lugar na classificação geral das 23 etapas completadas no US Open of Surfing.

 

O WQS masculino parte agora para a decisiva perna européia e duas etapas importantes serão disputadas nesta semana, com os surfistas dividindo-se entre o 6 estrelas do Japão e o 5 estrelas da Inglaterra.

 

Com a classificação na penúltima bateria masculina do sábado na Califórnia, Luke Munro assumiu a ponta na corrida pelas 15 vagas para o WCT, que era do também australiano Dayyan Neve, eliminado na estréia como Neco Padaratz.

 

Só vencendo o US Open, Jeremy Flores impediria que Luke Munro saisse dos EUA na frente do WQS 2006, mesmo depois dele ser barrado no domingo pelos californianos Rob Machado e Mike Losness.

 

Os brasileiros também tiraram dois concorrentes diretos ao primeiro lugar do ranking na batalha pela segunda vaga que travaram em suas baterias no sábado em Huntington Beach.

 

Na primeira, o californiano Bobby Martinez pegou ondas que ninguém mais conseguiu nos seis confrontos da última rodada de baterias formadas por quatro competidores.

Ganhou nota 9,5 na melhor apresentação do dia e totalizou igualmente imbatíveis 15,83 pontos, sendo o único invicto entre os doze classificados.

 

O alagoano Tânio Barreto também achou uma boa onda e com a nota 7,33 recebida garantiu o segundo lugar com 12,33 pontos, superando os 10,94 do sul-africano Royden Bryson, com o australiano Ben Dunn ficando em último lugar.

 

Na segunda bateria, o jovem havaiano Mason Ho mais uma vez surpreendeu os favoritos, pegou uma boa onda ? nota 8,17 ? e passou em primeiro lugar na sua incrível nona bateria disputada na verdadeira maratona iniciada semana passada na triagem do maior campeonato do mundo.

 

Na briga pela segunda vaga, Victor Ribas somou 12,90 contra 11,60 do outro havaiano na bateria, Joel Centeio. Em último ficou o norte-americano Gabe Kling, que poderia reassumir a ponta do ranking se passasse para o domingo.

 

Além dele, outro surfista com iguais chances era o sul-africano Ricky Basnett, que foi barrado pelos experientes Rob Machado e Michael Campbell na quarta bateria.

 

Na sexta-feira, Basnett, Kling e Luke Munro já tinham ultrapassado o catarinense Neco Padaratz, que chegou nos Estados Unidos ocupando a vice-liderança, mas perdeu em sua estréia em Huntington Beach e aparecia na quinta posição com os resultados das baterias disputadas no sábado.

 

Victor Ribas estava a um passo de entrar na lista dos 15 surfistas que o WQS indica para o WCT, mas foi barrado pelo alagoano Tânio Barreto e pelo francês Jeremy Flores, o jovem surfista da Ilha Reunião que pode ser uma das novidades da elite mundial no ano que vem.

 

O Brasil despediu-se da competição na abertura das quartas-de-final, com Tânio Barreto sendo eliminado pelo havaiano Roy Powers por 11,33 x 7,67 pontos. A prova segue com as finais das demais categorias.

 

Para obter mais informações visite o site beachbyte.com .

 

Clique aqui para ver galeria de fotos do US Open

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.