Palanque Móvel

Espetáculo em Bells Beach

 

 

Adriano de Souza, campeão do Rip Curl Pro 2013 deixa a galera com um sorriso no rosto. Foto: © ASP / Kirstin.

Nossa, estou adrenalizado até agora!

 

Já fazem horas, mas desde o momento em que se confirmou a esplêndida vitória desse monstro chamado Adriano de Souza, no campo sagrado chamado Bells Beach, Austrália, não consigo parar de sorrir. 

 

Estava demais mesmo. Uma vibe impressionante que nunca tinha visto nesta era do webcast. 

 

Foi lindo ver o espetáculo da galera brazuca. E o que dizer do verdadeiro show do Wilian Cardoso? Mandou pra casa o careca focado e com fome, o que é isso!? 

 

Foi realmente um momento sublime ver o garoto do BC ganhar essa bateria tão especial. Deu aula de surf power e de linha nos melhores do mundo, botou medo, pegou confiança, agora f… Não olha pra trás e vai com tudo, Panda! 

 

Raoni Monteiro, então, caramba! Esse é muito casca grossa. 

 

Há um bom tempo sem patrocínio e depois de levar o “XXL” do WT do ano passado, ele chega, vence logo o campeão mundial e valorizado Joel Parkinson na sua onda, em uma das baterias mais impressionantes e memoráveis da história.

 

Caiu para o sempre focado Fanning numa bateria que poderia ser sua. Errou naqueles 2,4 porque caiu, mas o mais importante, além do resultado e a moral, é que Raoni sabe muito bem do seu talento ímpar e ama o que faz, Deus faz o resto. O patrô tá vindo guerreiro! 

 

Felipe Toledo, meu Deus do céu! Esse guri parece que saiu de um videogame, tem um estilo praticamente perfeito, extremamente habilidoso, foi até power, radical e manda os aéreos que nem em um game é fácil dar. 

 

Tiro onda com o CJ Hoobgood na postura máxima. E, como é bom ver isso acontecer por mais que eu seja fã do CJ. 

 

Felipe tem um talento fora do comum e surfa se divertindo, parece uma criança num parque de diversões, o céu é o limite. 

 

A vibe de poder ver um pai – que já esteve lá com a lycra de competição – acompanhando o filho dar tamanho show em um evento de tal porte, foi demais. 

 

A sintonia dos dois é irada, além de toda genética, treinos e ensinamentos. É assovio, reza, puxões de orelha, torcida e amor. 

 

Não vou contar a história de cada um no evento porque senão fica um texto muito longo e ninguém vai ler até o final, até porque eu também não sou nenhum daqueles dinossauros da Fluir. 

 

Medina, Alejo e o Miguel Pupo, que estão machucados, são tão focados e talentosos que não é loucura alguma afirmar que possivelmente alguns títulos mundiais virão destes três. Basta ter calma, temos anos pela frente. 

 

Agora, falando do campeão, sujeito homem, que encara os maiores desafios da vida com grandeza e confiança surreais. 

 

Depois de cair na primeira fase e correr o risco de passar em branco nas duas primeiras etapas do ano, Adriano abusou de algumas das suas melhores qualidades, como pessoa e surfista, para ganhar este título tão valioso para a carreira de um atleta e para o nosso país. 

 

A partir daí, sua fé, persistência, foco e confiança aumentaram e Mineiro venceu um a um sem dó nem piedade. 

 

No momento em que o Jordy mandou aquele 9,53, bem no começo da bateria, foi a hora em que nosso herói fez jus máximo ao título de melhor competidor do mundo, dado pelos seus colegas de profissão. 

 

Sem se abalar, como se fosse um lutador peso pesado do UFC,  ele começou a mandar seus golpes ainda mais potentes do que antes, ignorando o ataque massivo do seu adversário. 

 

Mineirinho fez umas das melhores lutas da sua vida e, no final, no último suspiro, apagou no mata leão “exausto” do De Souza do Brasil. 

 

Ali, Adriano já tinha sido campeão mesmo antes de entrar na final, como apenas Kelly costuma fazer.

 

A final, foi apenas para coroar a vitória histórica do Mineiro e o belo desempenho do rookie Nat Young, que nem parece americano com tanto sorriso que dá.     

 

Enfim, só tenho a agradecer a Deus por este momento extraordinário que o surf brasileiro vem vivendo.

 

Dá uma alegria muito grande ver pais e filhos se divertindo e conquistando o mundo juntos, onde todos são amigos e se querem bem. Mostrar para o mundo que aqui no Brasil somos pessoas com coração, raça, talento, inteligência, alegria e amor acima de tudo. 

 

Nossos guerreiros sabem disso e fazem toda diferença. Nossa hora tá chegando, vai Brasil! 

 

A indignação e o nariz torcido da maioria dos gringos apenas engrandece ainda mais nossos feitos. Para mim, isso nada mais é do que medo que eles sentem de nós, medo do que está por vir.

 

Obrigado, Adriano, Wilian, Felipe, Raoni, Alejo, Gabriel, Miguel e toda a geração Brazilian Storm. 

 

Tenho certeza absoluta de que eu e o Brasil vamos continuar sorrindo por muito tempo…

 

Thiago Rausch é gaúcho atirado e bom de tubo.

 

 

 

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.