Espetáculo a céu aberto

Havaiano Jeff Hubbard fez a lição de casa e, além do título mundial, venceu o Pipeline Pro com méritos. Foto: Luis Claudio Duda.

Todo ano uma nova emoção. O Pipe Masters de bodyboard este ano teve, para delírio dos internautas fissurados, notas online e transmissão ao vivo em vídeo.

 

Foi o mais espetacular campeonato da história, batendo o “the contest”, realizado no fim dos anos 90.

 

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Vários fatores, além das ondas, colaboraram para o espetáculo. A categoria Pro masculino começou no melhor swell da temporada em Pipeline.

 

O vice foi pouco para o surf apresentado pelo hexacampeão mundial Guilherme Tâmega. Foto: Luis Claudio Duda.

Uma onda atrás da outra, tubo após tubo 

e muitas imagens gravadas na memória das pessoas e nas lentes dos fotógrafos e cinegrafístas.

 

Manobras dignas do Cirque du Soleil e disputas titanicas em ondas quadradas. Bodyboarding Like it is! Mike Stewart parece realmente ter achado a fonte da juventude.

 

Stewart se joga nas ondas como um garoto. Nas últimas temporadas, Mr.Pipe parecia sentir o peso da idade. Sua linha de onda mudara, estava mais lento, menos radical.

 

Nesta temporada, o cara voltou zero bala. Surgiu no início da temporada usando uma prancha que parecia não funcionar. Eu estava errado, quem é rei nunca perde a majestade. No maior Pipe do ano, ele estava fazendo o que mais ama: desafiar Pipeline em bombas que não me atrevo a chutar o tamanho.

 

Durante o evento ele deu show de posicionamento, show de linha e técnica. Foi oportunidade para nova geração ver quem realmente é Mike Stewart. Infelizmente não chegou na final.

 

Jeff Hubbard merecia ser campeão do mundo. O cara surfa muito, tem bom caráter e produz uma revista de bodyboard nos EUA. Enfim, um grande atleta Pro.

Tâmega tem um surf indescritível. Emociona quem o vê em ação em condições extremas. Um mito do esporte, talento estraordinário que, para sorte do Brasil, não foi desperdiçado. O mais agressivo waterman do planeta. Não amarela, nunca!

 

Water Channel, patrocinador do evento, chamou pessoas de vários países para darem palpites sobre o resultado da final. As opiniões foram praticamente unânimes: Hubb levaria o tour e GT ficaria com o título de Pipe.

 

A performance de Guilherme Tâmega na final foi de tirar o chapéu. Logo na primeira onda ele brincou embaixo de um lip que poderia muito bem ser usado para demolir uma casa. Infelizmente não completou essa onda, pois ela daria, com certeza, o título da etapa ao brasileiro.

 

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