
O free-surfer guarujaense Rodrigo Coxinha, 25, é um dos brasileiros que têm se dedicado ao tow-in e ao surf de ondas grandes, principalmente nas ondas havaianas.
Atualmente morando no Rio de Janeiro, onde faz faculdade de Educação Física, ele utiliza a estrutura da Academia da Praia para manter o preparo entre uma viagem e outra.
?Tenho viajado constantemente para lugares pesados como Mavericks, Tahiti, Hawaii, México, Indonésia e outros, sempre no intuito de aprimorar meu conhecimento nesse tipo de onda?, declara. Mas é justamente no Hawaii que Rodrigo encontra o palco ideal para treinar.

?Venho para o Hawaii desde 99, sempre adorei a energia dessa ilha, é o lugar mais surf do mundo. Apesar do localismo, com respeito sempre encontramos ótimas ondas em todos os picos, inclusive Pipeline. Mas se fizer bobagem lá, vai ser juntado pelos locais?, avisa.
A exemplo de outros big riders, ele também adotou o tow-in. Entre a vida de competidor e de free-surfer ele optou pela segunda opção, por estar mais próxima de seus ideais.
?Optei pelo free-surf, o real surf de raiz. Estamos sempre atrás das ondas, não dos campeonatos. Não quero ser melhor nem pior que ninguém, quero estar cada vez mais em harmonia com o oceano, em situações difíceis, esse é o ?felling??, diz Coxinha.
Ele lembra, porém, que a modalidade gera custos altos, pois depende de uma logística que inclui viagens constantes e equipamentos caros como jet-skis.
?Acredito muito no tow-in, por ser uma modalidade ainda nova, que envolve muito treino. Ainda sou novo e tenho tempo para treinar muito. Pertenço à geração seguinte à dos principais big riders brasileiros e isso me motiva. Fiz minha estréia em Jaws este ano e adorei?, comemora.
?Se não fosse surfista, eu não seria tão feliz! Quero treinar e me superar sempre?, conclui.