
No dia 11 de maio de 2005, o chileno Diego Medina e dois de seus melhores amigos, Ramón Navarro e Cristian Merello, enfrentaram um dos maiores swells já registrado em Punta Lobos, Pichilemu, Chile.
Ondas simplesmente enormes, de tamanho inestimável quebravam atrás das fomosas pedras do pico, conhecidas como “tetas”.
O grupo de chilenos saiu atrás da com um único objetivo, desafiar as morras e aliviar a fissura por surfar ondas daquele porte.
Foi assim que ?El Tranqüilo?, como é conhecido Diego Medina, chegou aos tapetes vermelhos dos teatros da Califórnia, EUA.

Medina protagonizou um dos momentos mais impressionantes do ano passado ao surfar na remada a maior onda do ano.
De quebra, ainda levou o caneco pela maior onda na remada do Billabong XXL Big Wave Awards.
Em entrevista ao repórter uruguaio Pablo Zanocchi, correspondente Waves.Terra na América do Sul, Medina fala sobre a histórica conquista para o surf chileno.
Como você se sentiu ao receber a notícia de que era um dos finalistas do XXL?
Soube da notícia uma semana antes da premiação, quando checava os nomes dos indicados na internet. Fiquei muito emocionado e me senti vitorioso só por representar o Chile e toda América do Sul num evento de ondas grandes tão importante. Estar lá e competir de igual pra igual com os melhores big riders do mundo foi a realização de um sonho.
E como aconteceu de você ir para a cerimônia de premiação?
O pessoal da Billabong me convidou e arcou com os custos da viagem. Tudo correu tranqüilo, um carro me buscou no aeroporto e em seguida encontrei quase todos os latinos na mesa reservada para atletas da América do Sul. Estav muito orgulhoso por representar o meu país e o continente. O lugar estava tão produzido que parecia o Oscar do Surf.
Em algum momento você achou que ia ganhar?
A verdade é que eu não botava tanta fé na minha onda.
Por que não?
Não queria pensar muito em ganhar para não criar falsas expectativas. Quando chegamos à festa, vi o tapete vermelho, toda a imprensa presente, mas quando vi os pôsteres dos finalistas e comparei com a minha onda, comecei a ficar um pouco mais confiante.
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Como foi o momento em que anunciaram a sua vitória?
A premiação começou com um vídeo que mostrava todas as ondas indicadas em cada categoria. Quando a minha onda apareceu, meus amigos diziam que eu ia anhar. Minha garganta deu um nó de tanto nervosismo, até que anunciaram… “Paddeling: And the winner is Diego Medina”.
E o que você fez?
Aí um foco de luz gigante iluminou a mesa sul-americana, fui levado para o palco por duas modelos que me entregaram um cheque gigante e o microfone. Levantei o cheque com muito orgulho e disse em inglês: ?Este é um dos dias mais feliz da minha vida. Dedico esta vitória para o Chile e para toda América do Sul, obrigado?. Logo o Garret Mcnamara se aproximou e entregou o troféu. Além dele, o Mike Parsons também me felicitou pela conquista. Me perguntavam como era o Chile, se era grande e se era frio. Tomara que isso sirva para que valorizem cada vez mais o esporte no continente.
Qual foi a repercussão em sua vida profissional?
Ajudou muito a me tornar mais reconhecido no meu país, já que a noticia se espalhou rapidamente. Minha relação com patrocinadores também melhorou, a Billabong me presenteou com uma viajem para as Ilhas Mentawai.
Quais são seus planos para o momento?
Agora vou viajar pelo Chile com a DC Shoes para filmar e fotografar. Depois devo continuar os treinamentos e as competições.
O que você vai fazer com os US$ 10 mil da premiação?
Vou comprar um terreno em Punta Lobos.
Quando você dropou aquela bomba, tinha noção de onde chegaria?
A verdade é que só protagonizei esse momento por amor ao surf.