Mantendo resultados constantes no WQS deste ano, o cearense Dunga Neto tem grandes chances de conquistar uma vaga para o WCT da próxima temporada. Atualmente ocupa a 27a posição no ranking, e chega à Florianópolis bastante concentrado para disputar o Onbongo Pro Surfing, evento nível seis estrelas.

 

Como sempre faz quando está em Floripa, Dunga aproveita para treinar no Centro Desportivo & Cultural Aragua. Nessa rápida entrevista na sede do Aragua, ele contou um pouco do que espera nessa semana, que pode ser decisiva para ele no circuito mundial.

 

Qual sua atual situação no ranking WQS?

 

No momento, estou em 27º lugar, só que tenho uma vantagem em relação aos outros, porque tenho um descarte muito pequeno, de 479 pontos, enquanto que os outros que estão na minha frente, têm descarte de 800, 1.000 pontos. Um quinto lugar aqui no Onbongo, na praia Mole, garanto minha vaga para o WCT sem nem precisar ir para o Hawaii, pois colocaria 1.700 pontos na minha pontuação, e chegaria na casa dos 9 mil pontos.

 

Qual sua expectativa para disputar esse evento seis estrelas aqui em Florianópolis?

 

A praia Mole é sempre um lugar no qual me dei bem nas competições. Nas edições anteriores, fiz duas quartas-de-final. Sempre que venho pra cá, faço uma historia. Este ano espero que não seja diferente, pois é um evento que venho treinando muito. Me foquei bastante no WQS esse ano, estou bastante esperançoso. Se depender de mim e de meu treinamento, vai dar tudo certo.

 

Quais seus melhores resultados no WQS deste ano?

 

Fiquei em segundo em Noronha (PE), quinto lugar na Costa do Sauípe (BA), quinto lugar nos EUA, e nono lugar numa etapa da Europa. O lance é ser constante, e nesse ano eu fui bem.

 

Quais são seus principais adversários na busca da vaga para o WCT?

 

Até o quadragésimo do ranking, a diferença é muito pouca, e aquele que fizer um resultado bom, praticamente se garante. A distância está muito pequena, não dá pra dizer sobre favoritos, a não ser aqueles que já estão garantidos, como o Pedro Henrique, e o Mineirinho. Se o cara não achar uma boa onda na bateria, vai perder. Por isso tem que estar bem condicionado, preparado psicológicamente, fisicamente e técnicamente, sempre concentrado em buscar a vitória, sendo sempre o caçador e não a caça.

 

Sente-se pressionando em busca da vaga para o WCT?

 

Isso até me prejudicou um pouco, porque fiquei muito nesse oba-oba, todo mundo me cobrando, dizendo que estava perto de entrar. Na Europa, isso me prejudicou, porque estava disputando desde a primeira fase, mas o negócio é se manter fora do clima do campeonato. Vou ficar treinando aqui em frente ao Aragua. Só vou na hora da minha bateria, e depois volto. Adotei essa tática em outros eventos e deu certo. Vou ficar concentrado o tempo todo pra atingir meu objetivo.

 

Como se sente perto de realizar um sonho, que é disputar o WCT?

 

Tomara que eu consiga, pois todo surfista sonha em disputar esse circuito, nas melhores ondas do mundo. Se Deus quiser vou atingir esse objetivo.

 

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