Duda monitora o bodyboard no Hawaii

Nosso esporte, o body board, é o melhor veículo para andar por dentro dos tubos e atacar o lip de uma onda. A idéia dessa coluna é passar à vocês, um pouco do que vai acontecer aqui na temporada 2003/2004, que já começou bombando.

 

Quero mostrar a rotina da galera que vem curtir a temporada. Passar a vocês, o “real feeling” do que é estar aqui, na ilha mais surf do planeta. Entrevistas com atletas de ponta, personalidades do nosso esporte, enfim, tudo o que rolar.

 

Teremos a galera Q!, a galera do Elite também já pegou seu convite. E tem mais uma galera casca grossa, que estará vindo quebrar tudo por aqui. Temos dois títulos mundiais em jogo. Uri Valadão está na luta pelo WQT (World Qualifying Tour) e Guilherme “mega giga triga” Tâmega, vem pra mais um rond deste que talvez seja sua briga mais eletrizante pelo título, com Jeff Hubbard e Damien King colados. Enfim, será uma temporada e tanto.

Estarei passando o que rolou, as ondas que marcaram, as internas do nosso esporte. Espero que todos gostem, será feito com muito cuidado. Sei que será difícil agradar a todos, mas farei o máximo. Conto com opiniões no fórum, afinal essa será uma coluna direcionada a quem não tem a oportunidade de chegar por aqui.

Aos que podem vir, que não venham só para somar, venham para multiplicar. Para o alto e avante!

 

Na semana retrasada rolou um flat bem chato por aqui. Depois de quinta o mar deu uma balançada e na sexta o show comecou.

 

Ondas de seis pés já podiam ser surfadas em Pipeline. Estava bom e com pouco crowd, final de tarde com a maré muito rasa, deu pra surfar com menos de dez pessoas na água (obviamente todos eram bodyboarders). A galera estava botando pra dentro. No sábado, o mar da deu uma subida para quase dez pés, mas o fundo está com areia, e com isso, a onda não entra direito na bancada. Fica balançando muito. Já no domingo, rolou o mar da semana, Off the wall e backdoor, perfeitos, com oito

pés na série.

 

A parte ruim é que não tinha canal. Quem conhece, sabe que para varar a arrebentação nessas condições, a melhor é usar o canal, que não é bem um canal.

 

Entrando por Off the wall, a esquerda tem um banco de areia. Ali não tem coral. Tem uma pedra ali, outra aqui. Mas é o caminho mais seguro de varar com ondas assim. Pelo backdoor, não é aconselhavel tentar entrar. É muito perigoso. Eu mesmo fui brindado com uma série no domingo, que quase tirou minha roupa de borracha.

Bem, mas voltando ao que interessa, Jeff Hubb foi o melhor na água. Foi impressionante a quantidade de manobras aéreas executadas por ele. Vi pelo menos uns cinco inverts aéreos. Mas quem se deu bem mesmo foi Spencer Skipper. O havaiano deu um mega 360 aéreo e só se ouvia os fotografos metralhando da areia.

 

Por enquanto fico por aqui’. É esperado um novo swell, talvez com uns dez pés, o que será um adianto para limpar o fundo. Segue abaixo o ranking do Super Tour, que termina em Pipeline, etapa confirmada para janeiro de 2004.

 

Ranking Super Tour 2003

 

1 Damian King – Australia 
2 Guilherme Tâmega – Brasil
3 Jeff Hubbard – Hawaii 
4 Sean Virtue – Australia 
5 Andre Botha – Africa do sul 
6 Andrew Lester – Australia 
7 Beau Day – Australia 
8 Grahame Miller – Australia 
9 Toby Player – Australia
10 Dave Winchester – Australia 
11 Alistair Taylor – Africa do sul 
12 Mitchell Rawlins – Australia
13 Ben Player – Australia
14 Paulo Barcellos – Brasil
15 Ben Holland – Australia
16 Tyson Williams – Australia

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.