Shock Master Challenge

Drops suicidas em Itacoá

Foi realizado no último sábado, 2 de maio, o “Shock Master Challenge”, primeiro campeonato da história do “Shock”, pico de fundo de pedra localizado na praia de Itacoatiara, Niterói (RJ).

O objetivo do evento foi reunir um grupo de amigos de “longa data” para uma competição “relax”, com um formato diferenciado e no final, um mega churrasco para todos os atletas, comissão técnica, fotógrafos e videomakers.

Com ondas em torno de um metro e séries maiores, e maré seca durante quase todo o evento, as disputas se tornaram ainda mais eletrizantes. “As ondas estavam jogando os atletas para cima das pedras, porém, quando se conseguia pegar uma boa, o tubo era o melhor caminho a ser percorrido e boas notas vinham na sequência”, conta Rodrigo Monteiro, um dos responsáveis pelo evento.

A grande final foi entre Guilherme Correa, Guilherme Gianelli e Rodrigo Correa, ambos locais com experiência no Shock. Na decisão os atletas tiveram um grau de dificuldade a mais, enfrentando uma forte correnteza que dificultavam o posicionamento no pico, tornando a situação ainda mais tensa. A bateria estava morna, até Rodrigo Correa surfar um belo tubo e ganhar a maior nota da bateria, que foi o diferencial para ele sagrar-se campeão. Na segunda colocação veio Guilherme Gianelli, seguido por Guilherme Correa, que até então, era apontado como o favorito do evento. 

PÓDIO

A entrega dos troféus foi realizada durante o churrasco de confraternização, num clima de amizade e muitas gargalhadas, vendo as ondas surfadas neste dia mágico, que ficará na memória de todos que ali estavam.

O EVENTO

O evento contou com a participação de 10 convidados nas categorias “Masters”, acima de 35 anos. Os irmãos Guilherme e Rodrigo Correa, Gugu Barcellos, Rafael “Presunto”, Rodrigo Monteiro, Guilherme Gianelli, André Paiva, Celio Baptista, Fabio Simonin e Paulo Esteves, bi-campeão brasileiro Profissional (88 e 90).

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)