
Estou correndo atrás das últimas coisas que faltam para a viagem que faço no próximo dia 6 para a Califórnia, Estados Unidos.
Viajo junto com a delegação brasileira que disputará o mundial.
Preciso de autorização do juizado de menores, visto americano, passaporte e atestado médico declarando que posso praticar esportes e, principalmente, um exame antidrogas.
O exame não é barato e o pior é que tive que fazer em um laboratório em Curitiba, com uma enfermeira o tempo todo ao meu lado para ver se o xixi era meu mesmo.
Ela me explicou que o laboratório analisa se eu usei maconha, cocaína, além de outras drogas. O resultado saiu no sábado e, é claro, deu tudo certo. Quer dizer, negativo.
Acho que vai ser igual com toda a equipe e isso é muito importante. O surfista tinha uma imagem de ‘largado’ e agora estão fazendo um monte de coisas para mudar.
A Confederação Brasileira, por exemplo, já faz exames nas etapas do Brasileiro Amador. Na última etapa do SuperSurf, que rola mês que vem em Ubatuba (SP), também vai rolar antidoping.
Eu soube que o Neco Padaratz foi suspenso neste ano por ter tomado uma parada para ajudar na recuperação das costas dele, mas a substância era proibida. Conheci o Neco no Hawaii em 2003 e ele é muito querido. Tenho certeza que ele vai voltar surfando muito no ano que vem!
Com o Occy deu rolo na final do WCT no Rio, pois ele tava fumando um baseado no
calçadão do Arpoador. A polícia chegou e deu o maior rolo. Queimou o filme, mas isso rolou há alguns anos. Acho que nem acontece mais.
Essas atitudes são boas para o surf e para todos nós. Sem contar que maconha deixa a pessoa zureta e fedendo um monte! Quem fuma e cheira não tá com nada. O meu vício é surfar.
Beijos
Bruna