
Além de ondas perfeitas em praias paradisíacas do planeta, o circuito mundial de surf também é muito atraente pela premiação.
A prova de Santa Catarina e as outras 10 etapas do Tour pagam US$ 280 mil cada uma em prêmios, sendo US$ 30 mil ao campeão e US$ 16 mil ao vice. O atleta que termina em 33o, eliminado na segunda fase, leva US$ 4 mil.
Octacampeão mundial, norte-americano Kelly Slater já faturou uma bolada nesta temporada: US$ 130 mil. E em toda a carreira, o astro já embolsou uma pequena fortuna, aproximadamente US$ 1,5 milhões, sendo o primeiro a atingir a marca do milhão.
O havaiano Andy Irons, tricampeão mundial, também chega perto do valor arrecadado por Slater, com cerca de US$ 1.1 milhões no banco só em prêmios na carreira de competidor do mundial.
Considerando o investimento feito pelas multinacionais Quiksilver, Billabong, Globe, Rip Curl e Hurley somente em premiação nos campeonatos do WCT, chegamos a um valor que ultrapassa US$ 3 milhões anuais.
Nada que se compare aos esportes bilionários como golfe, fórmula 1, NBA, futebol europeu etc. Mas, as cifras do surf também não são nada desprezíveis para um esporte tido até pouco tempo como atividade sem futuro de vagabundo e maconheiro.
Por outro lado, não é fácil a vida do brasileiro que disputa o Tour, sobretudo quando o atleta não conta com patrocínio.
Para exemplificar, estimativa feita pelo baiano Armando Daltro há três anos, indicava a necessidade de investir ao menos US$ 30 mil por ano para as despesas de transporte, hospedagem, alimentação e inscrição durante uma temporada.
Assim, fica a pergunta: qual o pagamento justo para um atleta que coloca seu pescoço em risco cada vez que disputa campeonato num mar com ondas acima de 4 metros em praias de fundo de pedra?