
Palco do primeiro evento do surf paraibano, praia do Forte, início dos anos 70, Baía da Traição recebeu também uma prova na ainda selvagem praia das Cardosas, com direito a uma pequena nota na extinta revista Pop.
São praias localizadas na aréa de reserva indígena. Foi na praia do Forte que aconteceu a primeira etapa válida por um circuito paraibano, realizada em 1983.
O vencedor daquela primeira etapa foi Marquinhos “JK”, um dos que muitas vezes se hospedou na “Aldeia Galego” , sempre contando com a hospitalidade da figura mais conhecida do pedaço, a “índia por adoção” Maria Flor.

Artista de doces caseiros, recentemente saboreados até pelo top gaúcho Daison Pereira, dona Maria Flor trata a todos com um carinhoso “meu filho”, sendo motivo de uma grande matéria publicada neste sábado no jornal paraibano A União, escrita pelo jornalista Hilton Gouvêa.
O pequeno cubículo chamado a “Escolinha”, já abrigou as redes de dormir de muitas gerações de surfistas paraibanos, incluindo o mais ilustre, Fábio Gouveia, com registro da foto histórica feita pelo laminador e surfista Marcão, publicada há uns dias pelo site das pranchas Cutback.
Para muitos surfistas, a hospitalidade de Maria Flor e seus doces artesanais só são comparáveis a um bom dia de surf nas ondas da histórica Baia da Traição, balneário de uma Paraíba que chega aos 420 anos de fundação neste ano com muitas e boas “histórias de surfista” pra contar, como a de Maria Flor.
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