Em março de 2007, o surfista Ramon do Valle partiu para a Austrália com o objetivo de surfar ondas de qualidade e aprender a língua inglesa.
Clique aqui para ver o vídeo
Clique aqui para ver as fotos
?Nasci na Paraíba, lugar muito inconstante de ondas, e sempre tive o sonho de surfar ondas perfeitas. Quando fiz 18 anos fui atrás dos meus ideais?, diz Ramon.
O paraibano desfrutou de várias experiências novas e aprendeu muitas lições de vida. ?É cada um por si. A adaptação foi fácil, pois a Austrália é um país que respira o surf e tem uma considerável constância de ondas?, continua o atleta.
Ramon ficou na Gold Coast por um ano, mais precisamente em Burleigh Heads, direita de alta qualidade que em seus dias clássicos quebra bons tubos. Depois de juntar uma grana trabalhando na Austrália, se mandou para a Indonésia e ficou por uns dois meses.
Mesmo chegando lá sem conhecer ninguém, logo fez algumas amizades e teve a surpresa de encontrar alguns conterrâneos.
?A Indonésia realmente é o lugar! Peguei bons swells em Padang Padang, Desert Point, G-Land, Uluwatu e Mentawaii. Pena que não tinha nenhum parceiro para revezar comigo umas filmagens. Isso apenas aconteceu na última semana, antes de voltar para a Austrália novamente, onde conheci um brasileiro e revezamos alguns momentos?, conta Ramon.
Mesmo voltando para a Austrália com apenas 10 dólares no bolso, rapidamente arrumou um trabalho e se estabilizou. ?Lá, qualquer emprego é recompensador?, diz o atleta.
Durante a semana de treinos para a primeira etapa do WCT 2008, na Gold Coast, Ramon teve a oportunidade de surfar altas ondas ao lado dos melhores do mundo.
Depois da Austrália, fez duas paradas antes de voltar ao Brasil, uma na Nova Zelândia e outra no Chile. ?Na primeira, não tive sorte de pegar ondas, pois não tinha um bom swell. No Chile, fui para Punta de Lobos, no litoral Sul. Encontrei uma verdadeira máquina de ondas e passei uma semana acampado no quintal da casa de uma família chilena que conheci no momento em que cheguei a Punta?, comenta o paraibano.
Segundo Ramon, todos os dias bombavam ondas 1 a 4 metros. ?As esquerdas de Punta de Lobos lembravam a Indonésia, com algumas seções gordas para rasgadas e cutbacks e algumas que formavam um bom tubo. Pena que a água gelada dificultava passar um período maior no mar?, fala o atleta.
Agora, Ramon do Valle pretende continuar em busca das melhores ondas nos quatro cantos do mundo, além de competir em alguns eventos enquanto estiver no Brasil.
