Depois de dois meses de mar flat no Brasil e várias burocracias não relacionadas ao surf, finalmente consegui embarcar para o Hawaii.
Muitas horas de voo e o esperado desembarque em Honolulu. A galera toda estava surfando em Waimea e não havia ninguém para me buscar no aeroporto.
Por sorte, encontrei Alejandro Cieslik (irmão do surfista Stanley Cieslik), que também tinha o mesmo destino e me ofereceu uma carona com o amigo que foi lhe buscar.
Não cheguei a tempo de fazer um final de tarde com a galera, mas fui dormir ansioso, sabendo que no dia seguinte boas ondas estavam previstas para Pipeline.
Acordei bem cedo, ainda no fuso horário, e comecei a preparar as pranchas para o surf. A galera só ia acordar bem mais tarde. Sem esperar por muita gente, chamei o fotografo Henrique Pinguim e fomos para praia.
O mar não estava clássico, mas para quem acabara de chegar do Brasil, estava mais do que bom. Ondas de 2 a 2,5 metros, algumas até maiores, quebravam na bancada mais famosa do mundo.
O crowd era formado apenas por haoles, o que deixava a disputa mais justa. Não foi difícil pegar a primeira onda, que fechou, mas a boa mesmo veio depois de algum tempo de espera, uma esquerda perfeita da série e sem ninguém por perto pra disputar comigo.
Remei sozinho, botei pra dentro e fiz o tubo. Passei pela lente de Pinguim no momento mais bonito da onda, depois do tubo, e só escutava a voz dele comemorando a boa foto.
Nada mal para os primeiros dias de viagem. Minha trip tem o patrocínio da Osklen, Electra surfboards e Estudio Ipanema Pilates .
Foto da capa Henrique Pinguim