Ian Cosenza

Direto para Pipe

Depois de dois meses de mar flat no Brasil e várias burocracias não relacionadas ao surf, finalmente consegui embarcar para o Hawaii.

 

Muitas horas de voo e o esperado desembarque em Honolulu. A galera toda estava surfando em Waimea e não havia ninguém para me buscar no aeroporto.

 

Por sorte, encontrei Alejandro Cieslik (irmão do surfista Stanley Cieslik), que também tinha o mesmo destino e me ofereceu uma carona com o amigo que foi lhe buscar.

Não cheguei a tempo de fazer um final de tarde com a galera, mas fui dormir ansioso, sabendo que no dia seguinte boas ondas estavam previstas para Pipeline.

Acordei bem cedo, ainda no fuso horário, e comecei a preparar as pranchas para o surf. A galera só ia acordar bem mais tarde. Sem esperar por muita gente, chamei o fotografo Henrique Pinguim e fomos para praia.

O mar não estava clássico, mas para quem acabara de chegar do Brasil, estava mais do que bom. Ondas de 2 a 2,5 metros, algumas até maiores, quebravam na bancada mais famosa do mundo.

 

O crowd era formado apenas por haoles, o que deixava a disputa mais justa. Não foi difícil pegar a primeira onda, que fechou, mas a boa mesmo veio depois de algum tempo de espera, uma esquerda perfeita da série e sem ninguém por perto pra disputar comigo.

 

Remei sozinho, botei pra dentro e fiz o tubo. Passei pela lente de Pinguim no momento mais bonito da onda, depois do tubo, e só escutava a voz dele comemorando a boa foto.

 

Nada mal para os primeiros dias de viagem. Minha trip tem o patrocínio da Osklen, Electra surfboards e Estudio Ipanema Pilates .

 

Foto da capa Henrique Pinguim

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)