As ondas não estavam gigantes, mas proporcionaram algumas horas de muita diversão em Pico Alto, na companhia de muitos amigos.

 

O tow-in tem entretido os surfistas de ondas grandes em todo o mundo e um grande swell no Peru, em pleno mês de junho, é uma boa razão para o havaiano Garrett Mcnamara gastar US$ 1.3 mil e ficar 15 horas em vôos para curtir um bom e longo swell na América do Sul.

 

Ele saiu do Hawaii na sexta e dois dias atrás se juntou ao grupo, ainda na madrugada. Outro detalhe importante e que me deixa muito empolgado é o nível do tow-in brazuca.

 

Quem, em pleno mês de junho, está treinando por três dias seguidos em ondas de 4 a 5,5 metros? O treino está intensivo e rendendo ótimos resultados. Ontem as ondas quebraram mais uma vez com cerca de 5 metros em Pico Alto. Às 6 horas da manhã Formiga e Serginho já acordaram pilhando toda a galera.

 

Às 9 estávamos no outside de Pico Alto, com toda a galera. Eu, Jorge, Pato, Luisfer, Garrett, Guilhermo, Capilé, Corporrelli, Kike, Sergio, Formiga e os filmakers Clayton Russo e Fabiana Nigol, esposa do Pato.

 

Os dois jets-skis trabalharam muito nessa manhã. Em duas viagens à praia com cerca de três pessoas em cada jet, toda a galera passou

frio unida no fundo e amplo canal de Pico Alto. O esquema utilizado de uma onda cada um foi inesquecível. Muita ação. Não importava se o dito cujo caísse na onda.

 

Não tinha resgate e teria que remar em cima de sua prancha de tow-in, entre 5’2 e 6’0, pelo canal até se unir ao resto da “tchurma” e, desse modo, esperar sua vez para deslizar mais uma vez pelas pistas mais lisas da América do Sul.

 

Todos arrepiaram e a session foi muito divertida, alucinante e de alta performance. Alguns dos melhores tow riders da atualidade extrapolaram os limites rebocados por Luisfer, Capilé e Pato. As estilingadas nas ondas foram feitas de todas

as madeiras.

 

Alta performance. A 5’9 que usei cortava a parede das ondas como faca quente na manteiga. Cada momento dessa queda ficará em nossas vidas por anos. Na última matéria esqueci de informar que o campeonato de Olas Grandes do Peru estava programado para rolar ontem e rolou.

 

Assim que acabaram os dois tanques de gasolina, às 12 horas, notamos que os microfones do palanque montado pelos organizadores do evento começaram a funcionar. Mas ficamos até felizes, pois aquelas ondas continuariam a ser desfrutadas. O incrível é que não apareceu ninguém a não ser nós naquela

manhã.

 

Assim que pisei na praia os integrantes da primeira bateria estavam pulando com suas guns na água. Clayton e Fabiana me disseram que a galera ficou atenta e comemorava as manobras radicais que praticávamos, também o repertório foi muito forte, com tubos, loopings, rasgadas, batidas e caldos homéricos.

 

Pato e Formiga até testaram uma nova câmera de filmar, bem leve, do Pato, com lente grande angular. Eles surfaram algumas ondas segurando-a nas mãos. No mínimo diferente.

 

Depois fomos almoçar amarradões enquanto o organizador do evento e surfista legend peruano Magoo de La Rosa embolsava os US$ 3 mil de prêmio para o primeiro colocado. No evento que presenciei em 1997, as ondas beiravam os 20 pés (quase 7 metros), muito diferente dos 5 metros de ontem.

 

Porém, analisei que, às vezes, tamanho não é tudo, e sim a qualidade da diversão. Nesta terça-feira acabamos de nos divertir muito, do mesmo modo descrito acima, com ondas um pouco menores, de quatro metros.

 

Por falar em diversão, os mapas apontam mais uma bomba para esta quinta.

Obrigado meu Deus.

 

Aloha!

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.