Lucas Medeiros

Desafiando Teahupoo de SUP

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Minha viagem ao Tahiti começou muito bem. Nos primeiros dias, surfei altas ondas na companhia de meus amigos Caio e Ian Vaz, e Zé Lúcio e a previsão de um swell gigante, mas com muito vento, deixou todo mundo na expectativa.

 

Caio, Ian e Zé foram para outra ilha, Moorea, surfar uma onda chamada “Temé”, uma direita perfeita que fica a 50 minutos de barco da ilha de Papeete onde estavamos hospedados, lar da temida e cobiçada onda de Teahupoo.

 

 Eu fiquei “em casa” esperando pelo swell e, quando ele chegou, junto com muita chuva e vento, entrei na água com dois australianos para tentar a sorte em Teahupoo, porém, não dava pra surfar. Este dia assisti às ondas mais sinistras da minha vida passarem sozinha sem ninguém poder surfar. Ondas de 20 a 25 pés com muito vento, sem condições de surf! 

 

No terceiro dia o vento parou, mas as condições não eram perfeitas. Caio Ian e Zé voltaram de moorea e surfamos Teahupoo. Pegamos boas ondas e até então era o maior mar que surfamos na viagem!

 

Depois o mar abaixou e nós aproveitamos para praticar a caça submarina. Pescamos peixes que fizemos sashimi e grelhados, e o troféu de “mais sinistro da vez” ficou com o Ian Vaz que pegou um peixe, chamado Ulua, que pesava aproximadamente 15 kg.

 

Fizemos a pescaria a convite de dois tahitianos chamados Teiva e Even Tehiari. Fomos de jet ski é um bote inflável pela costa da ilha e a pascaria foi perfeita, muitos peixes e muita energia positiva de nas águas cristalinas da Polinésia Francesa! 

 

No dia 18, 19 e 20 de junho, meus amigos já tinham deixado o Tahiti e os sites de previsão apontavam um swell grande e com condições perfeitas para o Tahiti. Eu tinha uma passagem de volta pro Brasil na madrugada do dia 21 de junho, então, rezei para que o swell não atrasasse!

No dia 19 entrei na água com o meu SUP  7″5 e era o único brasileiro (e o único SUP) dividindo o outside de Teahupoo com grandes nomes como Matahi Drolet, Dani Fuller, Mark Haley entre outros. 

 

Já havia surfado as maiores e melhores ondas da minha vida, quando, de repente, veio uma série gigantesca e alguns locais gritaram “go Lucas, gooo!” . Aí eu comecei a remar forte e fui nessa onda totalmente “slab” que foi a maior que eu peguei e o drop mais sinistro que já fiz! Consegui completar e coloquei no trilho do maior tubo da minha vida. 

 

Essa onda, inclusive, saiu em vídeos de sites gringos de surf, junto com outras ondas surfadas durante esse dia em Teahupoo. O mais legal: identificada com o meu nome!

 

A viagem foi incrível, várias pessoas me parabenizando pela onda e graças a Deus não tive nenhum ferimento grave!