Big swell na Austrália

Dead Mans mostra a cara

 

Dead Mans quebra de responsa durante swell nervoso em Sydney, Austrália. Foto: Felipe Piras.

No último dia 7 de junho, um swell de Sul oriundo da Tasmânia trouxe ondas gigantescas à região de New South Wales, em Sydney, Austrália.

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No início, as ondas alcançaram pouco mais de 1 metro em alguns picos, mas já se previa algo maior se aproximando da costa.

Na manhã da sexta-feira (8/6), o swell ganhou força, trazendo ondas acima de 2,5 metros. As condições não eram boas para a prática do surf, pois o vento chegava a uma velocidade de 50 quilômetros. Mar mexido, storm e com formação irregular.

Na madrugada, o vento era assustador , ocasionando destruição nas ruas, deixando árvores caídas, areia invadindo as ruas e destelhamento de casas, mas nada grave.

Manly Beach também oferece bons momentos. Foto: Felipe Piras.

O sábado amanheceu nublado, chuvoso e sem vento, o que me levou a dar uma olhada nos picos mais próximos à minha casa. Curly e Freshwater estavam storm, com ondas de 10 pés, impossibilitando a prática do surf. Em alto-mar quebravam ondas perfeitas, gordas, possíveis de serem surfadas somente através de tow-in.

O swell era imenso, conforme poderia ver nos mapas. Fui até Manly, onde a situação não estava diferente. Até a famosa onda Bomborra estava quebrando, e também uma onda que quebra em alto-mar, no meio de Manly, cujo nome esqueci.

Fui até o morro checar Dead Man e Winki Pop. Chegando lá, o estacionamento estava lotado e já imaginei que algo estava acontecendo, pois chuva e frio eram um ótimo convite para estarem todos em casa, tomando aquele chocolate quente com a família.

Inacreditável o que era visto por todos: ondas gigantescas quebrando no Dead Man, tendo somente quatro surfistas locais e mais um jet-ski puxando a galera nas ondas sinistras. Fiquei ali olhando esse fenômeno da natureza por umas duas horas, e pude presenciar vacas sinistras, bodyboarder sendo arrastado para as pedras e saindo com long rasgado. The Bower e Winki Pop até tinham onda, mas o surf estava difícil.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.