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De Stand Up Paddle pelo povo do Xingu

Alfredo Villas-Boas. Foto: xinguexpedition.blospot.com

O brasileiro radicado em Maui, Hawaii, Alfredo Villas-Boas,  está percorrendo os rios da região do Xingu, no norte do país, a bordo de um Stand Up Paddle, para sensibilizar e chamar a atenção da opinião pública para o drama enfrentado pelos povos indígenas que terão suas terras alagadas caso o projeto para a construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte seja concretizado da maneira em que está no papel hoje.

O projeto, batizado de “Xingu Expedition”, aceita doações e já conta com apoiadores. Fotos e vídeos podem ser acompandos através do blog Xingu Expedition.

Os Kaiapos estão entre os povos ameaçados

Alfredo quer levar também seu apoio aos povos indígenas e conhecer mais de perto a sua cultura. A vocação parece estar em seu sangue, já que ele é parente dos irmãos Villas-Boas, sertanistas cuja obra foi fundamental para a compreensão da cultura dos povos indígenas e respeito a suas tradições. Os irmãos Villas-Boas tiveram atuação decisiva na criação do Parque Nacional do Xingu, hoje um santuário indígena fortemente ameaçado pelo projeto.
Sobre o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte
O Complexo Hidrelétrico de Belo Monte é um mega projeto para a construção de uma usina hidrelétrica no coração da Floresta Amazônia que, de acordo com o Governo, aumantará a oferta de energia no país e levará energia à região da Amazônia, onde muitas cidades ainda hoje dependem de geradores de energia ou usinas à carvão e petroleo. Entretanto, se construida de acordo com o projeto atual, a hidrelétrica de Belo Monte, inundará 100.000 hectares da floresta, impactando centenas de quilômetros do Rio Xingu. Estima-se que cerca de 40.000 pessoas, a maioria pertencente a comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência, serão expulsas de suas terras.
Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, um estudo realizado pela ong WWF demonstra que somente a otimização nos processos de eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, entretanto há uma forte pressão por parte das empreiteiras em Brasília para que Belo Monte seja aprovada.
O Presidente do IBAMA se demitiu na semana passada devido à pressão para autorizar a licença ambiental do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte. Vale lembrar que as pressões para que o projeto de  Rio Madeira, outra hidrelétrica na região amazônica, fosse aprovado foram o principal motivo da renúncia da então Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em 2008.

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