Dávio Correia Figueiredo, ou simplesmente Dadá, nasceu no Rio de Janeiro e foi um dos ícones do surf nacional, marcando a década de oitenta como o exército de um homem só.

 

Revolucionou todos os conceitos do surf, redesenhando suas linhas de forma magistral.

 

Manobras que só apareceriam no circuito mundial três ou quatro anos mais tarde com o gênio Martin Potter e o semi Deus

 

Kelly Slater eram executadas por Dadá com uma plasticidade incrível: laybacks, re-entries, buttons irados seguidos de off the tops verticais.

 

Dadá, idolatrado e amado por muitos, odiado por outros, era rebelde e se auto intitulava punk, sempre se vestindo largado, irreverente, batendo de frente com a cultura mauricinha.

 

Era o anti ? fashion, nome que batizou a sua marca em parceria com Eduardo Crivella, um dos maiores shaperes do país. Depois, lançou a Necrose Social.

 

Sempre esteve à frente do seu tempo, sendo indiscutivelmente o melhor surfista do país.

 

O power surf de caras como Neco, Leo Neves, Binho Nunes e Raoni levam a assinatura de Dadá Figueiredo, que ouvindo sons como Olho Seco e Bad Religion, transformava as praias em ginásios lotados para assistir suas mágicas performances.

 

Quando estava em uma bateria a multidão delirava com suas manobras inovadoras – pena que os juizes ainda não tinham a mesma visão.

 

Sempre entre os cinco primeiros surfistas do Brasil e do Rio de Janeiro, venceu o Sea Club Final Heat no ano de 1989 em Saquarema, mas infelizmente nunca chegou ao título brasileiro. O álcool e as drogas minavam o seu talento.

 

Vivia em altas raves e, muitas vezes, corria baterias após virar duas noites seguidas completamente bêbado.

 

No final dos anos 80, início dos 90, não lembro ao certo, ao sair de uma loja de discos em Copacabana, foi esfaqueado por alguém com quem havia brigado em uma dessas festas, ficando entre a vida e a morte.

 

Saiu de cena no inicio dos anos 90, vivendo seu inferno particular quase sendo devorado pelo álcool e cocaína. Como ele mesmo diz, só sendo salvo por Deus.

 

Voltei a ter, notícias do Dadá em 1997, quando li a bombástica entrevista Dadá à Fluir (“Volta do inferno”), onde ele falava do horror das drogas e da força que a família e a religião tiveram em sua vida para vencer a dependência.

 

Naquele mesmo ano fui assistir no Rio de Janeiro o mundial de surf WCT e tive o prazer não só de surfar ao seu lado, mas de trocar algumas palavras com ele, que com um sorriso na face, mostrava o mesmo surf dinâmico que encantou multidões nos anos oitenta.

 

Casado, pai de dois filhos, Dadá deixou o passado para trás e constrói os alicerces do seu futuro com muita sabedoria apreendida com a dor.

 

Hoje é um pastor de igreja, tem uma escolinha de surf na Barra da Tijuca, foi mentor do ex-campeão carioca Alexandre Almeida, vulgo Dadazinho em sua homenagem (deu a ele, um moleque da favela, uma prancha e mandou que a usasse sabiamente) e finalmente encontrou a paz  que tanto procurava.

 

Mas, os garotões que se cuidem, porque dentro dágua ele continua o mesmo rebelde, com performances arrasadoras, surfando muito e jogando água para todo lado.

 

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.