
No último sábado e na segunda-feira rolou no WindWard Community College, em Kaneohe, lado leste da ilha de Oahu, mais uma das 15 classes já realizadas no Hawaii sobre educação e segurança no Oceano para a prática do tow-in.
Os brasileiros estiveram presentes em peso com Danilo Couto, Romeu Bruno, Carlos Burle, Eraldo Gueiros, Haroldo Ambrósio, Jorge Pacelli, Edison de Paula, Cesinha, Sergio Guloseima, Roberto Cantoni, Pato e João Maurício Jabour, entre outros.
Entre os gringos nomes de peso como Peter Mel, Mike Parsons, Brad Gerlach e Shane Dorian marcaram presença nos dois dias de aula que rolaram.

No sábado ficamos das 9 às 14 horas e na segunda das 16 às 21 horas. Três dos responsáveis pelo curso, Jimmy Howe, chefe dos salva-vidas em Oahu, e os experientes watermans Brian Keaulana e Ken Bradshaw foram os palestrantes.
Os principais tópicos apontados foram os modos legais de se praticar tow-in nas ilhas havaianas – a partir do dia primeiro de janeiro, CPR (Ressuscitação Pulmonar), equipamentos normalmente usados na modalidade, treinamentos específicos, práticas de segurança no oceano usadas pelos salva-vidas, leis envolvendo o uso de jet-ski e procedimentos de segurança e etiqueta usadas pelos praticantes de tow-in.
No final do curso os atletas fazem um exame final (escrito) e serão declarados aptos ou não à pratica da modalidade. Já foram feitas 15 classes e cerca de 500 pessoas já estão aptas, ou seja, passaram no exame final.
Muito do que foi falado, cerca de 90%, tenho certeza que grande parte dos participantes já sabia consciente ou inconscientemente. Mas, foi de grande valia compartilhar experiências e técnicas com grandes watermans como Brian Keaulana e Jimmy Howe.
Uma das regras que mais surtirão efeito é a de que só poderá praticar o surf a reboque se as ondas estiverem maior de 15 pés (30 de face), e conseqüentemente com o High Surf Adivisory em alerta dado pelo Estado do Hawaii nas rádios e TVs.
Somente surfistas autorizados pelos responsáveis pelos cursos, com permissões especiais emitidas pelos próprios, poderão praticar o tow-in em ondas menores do que 15 pés – em áreas pré-demarcadas.
Com o crescimento desordenado da modalidade mundo afora, somente atitudes como essa de Jimmy e Brian farão nosso esporte crescer da maneira correta.
Aloha!