
Na última segunda-feira foi divulgada a autópsia que confirma contusão na cabeça seguida de afogamento como razões da morte do tahitiano Malik Joyeux, 25, na última sexta-feira em Pipeline, Hawaii.
O laudo médico apenas comprova o que a maioria dos profissionais presentes e amigos do surfista imaginava ter acontecido naquela manhã em Pipe, que tinha ondas pesadas entre 2,5 e 4 metros.
O havaiano Kala Alexander, amigo pessoal de Malik, foi um dos que ajudaram a tirar o corpo do tahitiano da água e dá sua versão dos fatos.
?O impacto da onda provavelmente tirou o ar dos pulmões dele na hora da queda. Quando isso acontece, nosso primeiro instinto é puxar o ar de volta, mas ele estava embaixo da água?, diz Alexander.
Com isso, o havaiano deduz que Malik, já inconsciente devido à pancada que levou na cabeça, morreu afogado depois de ser arrastado por mais de 500 metros embaixo d?água. Seu corpo foi encontrado 15 minutos depois em Pupukea, à direita de Pipeline.
Surfistas e paramédicos fizeram várias tentativas para reanimar o surfista, mas ele foi levado já sem vida para o hospital.
Organizadores da Tríplice Coroa Havaiana planejam realizar uma homenagem a Malik Joyeux ainda nesta semana. Mesmo sendo um exímio big rider, o tahitiano ficou à mercê do poderoso e instável humor do oceano.
Por isso, ainda de acordo com a organização da Tríplice Coroa, a partir de agora os surfistas terão que assinar um termo reconhecendo os riscos, inclusive de morte, do esporte ? não importando o nível de habilidade e conhecimento dos atletas.