Austrália - Indonésia

Conexão dos sonhos

Nunca fiz um levantamento preciso em números percentuais, mas creio que 60% das pessoas que me procuram para um intercâmbio na Austrália são surfistas, ou querem se tornar um.

Até as meninas, quando olham as fotos e vídeos das escolas, suspiram: “poxa, meu sonho é aprender a surfar. Lá na Austrália vou realizar mais esse sonho”.

Claro que alguns marmanjos que já possuem bastante água salgada nas veias, já chegam muito mais decididos, falando em Snapper, Narrabeen, Margaret River, Bells, etc. Esses já possuem uma carga de informações muito mais detalhadas e acabo só mesmo direcionando com um ou outro detalhe, ajudando na escolha de estadia, passagem, visto, etc.

Porém, um visto de turista para a Austrália, para nós, brasileiros, permite uma permanência máxima de apenas três meses e sem direito a trabalhar legalmente. Trabalhar ilegal na Austrália é bem complicado e o custo de vida por lá não favorece muito a nossa economia – o dólar australiano vale duas vezes mais do que o real.

 

Hoje em dia pode-se parcelar essa trip em muitas agências, em até 10 vezes sem juros, o que permite o acesso de praticamente todos que têm interesse em realizar esse projeto de vida.

A saída de muita gente é unir uma série de fatores úteis aos agradáveis, ou seja, entrar na Austrália com visto de estudante, dar aquele up no inglês, claro, mas que permite que se trabalhe legalmente para ajudar a custear a trip.

É comum vermos vários surfistas de altíssimo nível fazendo esse intercâmbio, alguns até profissionais que, além de aprender inglês, aproveitam para trabalhar em outros empregos, para ajudar no custeio da empreitada e também acabam produzindo material de alto nível para os patrocinadores e apoiadores aqui do Brasil. Todos saem ganhando.

Os free surfers representam a maioria. Vão aprender inglês, fazer uma graninha, vivenciar uma experiência cultural sem igual e vão surfar altas ondas.

Só que o tal fazer uma graninha, para a maioria da galera que pega onda, significa juntar uma grana para fazer aquela trip pra Indonésia. Fazem o warm up na Austrália, afiando o surf nos point breaks, e então partem para grande teste, que é desafiar as ondas quentes do arquipélago indonésio.

Ainda me lembro do pai de um dos estudantes me ligando: “Alexandre, quero que meu filho não fique tão perto da praia. Tenho receio de que ele não se empenhe nos estudos e só pense no surf”. Até dei um jeito de deixar o estudante não tão perto no início, mas não o suficiente para deixá-lo passando vontade de surfar.

Logo na primeira semana, Estevão Marques posta uma foto no Facebook com uma Al Merrick debaixo dos braços e um long john zerado, último modelo, da Rip Curl. Aquela graninha que o pai injeta para os primeiros meses já tinha ficado toda ali. O brother precisou se virar nos trinta para equalizar as contas, mas no final deu tudo certo.

Estevão estudou em uma escola de inglês em Sydney, trabalhou, fez sua graninha, desbravou picos como Bronte, Bondi, Maroubra, North Narrabeen e muitos outros.

Advinha para onde ele foi quando acabou o curso? Muito bem, Indonésia. Só que, antes de partir para o arquipélago, adquiriu uma Go Pro e, já aqui no Brasil, enviou algumas fotos bem maneiras da trip. Confiram na galeria.

Pegar altas ondas, trabalhar e aprender inglês na Austrália é muito mais simples do que você imagina. Existem muitas agências especializadas, inclusive algumas possuem agências receptivas na Austrália, o que pode ser um grande diferencial para ter um suporte do início ao fim da sua trip.

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