Impunidade

Chega de agressões contra brazucas

Santista Daniel Neris exige punição para quem agride brasileiros durante as provas do circuito mundial. Foto: Arquivo pessoal Daniel Neris.

É inaceitável o que aconteceu nos EUA, mais precisamente em Virginia Beach, com o jovem surfista brasileiro Jadson André.

 

Os atletas responsáveis (o floridiano Aaron Cormican e o californiano Adam Virs) deveriam ser duramente penalizados pelo ocorrido, com multa ou até a suspensão de campeonatos realizados com o aval da ASP.

 

Para quem não sabe, o jovem surfista brasileiro foi vitima de insultos e ameaças físicas durante a bateria final da etapa do WQS.

 

Fato semelhante ocorreu há pouco tempo no Hawaii, envolvendo Paulo Moura e o famigerado Makua Rothman.

 

Naquele episódio nenhuma penalidade foi aplicada e o surfista agressor ainda recebeu o convite para participar da expression session no dia seguinte.

 

Peço que a ASP South América pressione a ASP International, exigindo punição. Além de demonstrar respeito e preocupação para com os surfistas brasileiros, essa atitude servirá também para acalmar os nervos dos apaixonados torcedores brasileiros.

 

É preciso que a ASP South America defenda seus representantes publicamente, para que continue gozando do respeito e da admiração dos surfistas brasileiros.

 

Na minha opinião, mesmo que o surfista agredido-ameaçado-ofendido não entre com uma reclamação formal, às vezes temendo represarias, a entidade precisa se manifestar, repudiando e desencorajando atitudes semelhantes.

 

Mas é aquela velha história, o tal aerialista é superbadalado nos Estados Unidos, queridinho da mídia e tal. O Makua é filho de um black trunk casca grossa, o lance foi no Hawaii.

 

Ainda por cima contra brasileiros, que engolem tudo calados… Parece até que os integrantes da ASP não se importam quando essas coisas acontecem com os brasileiros, já que nenhuma atitude séria é tomada.

 

Aposto que se os agressores pegassem um gancho e perdessem os pontos conquistados no ranking do WQS, essa cena jamais se repetiria.

 

Os surfistas brasileiros são vitimas de preconceito e sofrem com o localismo durante as sessões de free surf em todo o mundo, sem que nenhuma entidade possa fazer nada a respeito. Isso é fato. Mas quando
se trata de competições sancionadas pela ASP, isso é inaceitável.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)