Califórnia, terra de famosos, gente bonita, grandes festas, grandes bandas, consumismo e dezenas de outras coisas que você procura.
Califórnia tem praticamente tudo que um ser humano precisa. No meu caso, vim atrás das ondas.
É claro que isso também tem em abundância por aqui. Melhor ainda se você surfa com o pé esquerdo na frente.
São centenas de point breaks com direitas perfeitas, longas, tubulares, gordinhas, rápidas e lentas.
Ao sair de Los Angeles, você pode seguir tanto para o Norte como para o Sul que encontrará boas ondas por toda a costa.
Em minha trip, que já havia passado por Marrocos e França, desta vez ancorou as quilhas na cidade de Santa Barbara.
A água é fria, é verdade.
Até tive que usar botinhas de borracha para proteger os pés, mas, depois de alguns dias você acaba se acostumando.
Mesmo porque é praticamente impossível ver todas aquelas ondas e ficar na praia só olhando.
Ficamos na casa de Tom Curren e isso significa surfar todos os dias e descobrir dezenas de ondas bem conhecidas, além de outras pouco visitadas por turistas.
Tom é um cara misterioso, como todos sabem, mas, ao passar estes dias em sua casa, pude entender que ele é realmente apaixonado pelo o que faz.
Seja surf, música ou cuidar dos filhos, ele faz tudo com paixão e dedicação e está sempre muito concentrado naquilo que faz.
Como já havia citado no começo do texto, Califórnia tem de tudo um pouco e nem só de ondas vive o homem.
Tiramos um dia para visitar algumas vinícolas.
A verdade é que eu entendo de vinho como entendo da bolsa de valores, mas, depois de algumas tentativas, até já consigo sentir bem a diferença entre alguns deles.
Este dia foi muito divertido, experimentamos algumas garrafas, fizemos um passeio muito maneiro pelas montanhas no caminho até as fazendas e pudemos ver um pouco do outro lado da vida local.
Tudo corria bem até sermos parados pela police patrol. Na verdade, já estávamos parados quando, a Lee-Ann teve que fazer um pipi de emergência e a polícia nos viu parados na freeway.
Foram 45 minutos de muita conversa e testes para saber, o quanto eu, realmente havia consumido de álcool naquele dia.
Duas coisas que você nunca deve fazer na presença de um oficial na América: mentir e ficar nervoso quando ele te pergunta alguma coisa.
No final tudo terminou bem, com ele me informando que naquele dia eu não iria para a prisão, pois estava no limite permitido pela lei.
Depois de passar este sufoco, seguimos para Los Angeles para surfar uma onda diferente, ver uma exposição de arte e assistir ao concerto de uns amigos.
Aproveitamos para usar os instrumentos e ver como se saíamos como banda, bem, melhor pular esta parte e nos concentramos no surf.
Foto de capa Reprodução