De acordo com várias agências de notícias – nacionais e internacionais – a British Petroleum, empresa responsável pelos poços que derramam toneladas de petróleo no Golfo do México desde o dia 22 de abril, começou a instalar nesta quinta-feira uma espécie de ”caixa-rolha” para tentar deter o vazamento.
A estrutura metálica de 100 toneladas é a mais nova esperança da empresa, acusada pela comunidade ambiental e pelo próprio governo norte-americano de ser a única responsável pelo desastre.
Mesmo admitindo o fato de nunca ter sido testada técnica parecida no fundo do mar, os especialistas da BP acreditam que será possível conter a vazão e bombear o óleo para um navio na superfície. Não há previsão exata para o término da instalação do mecanismo.
Em entrevista a agência espanhola EFE, o chefe de operação da BP afirma que a partir da próxima segunda-feira (10/5), se tudo correr dentro do previsto, o vazamento será estancado e o petróleo – processado dentro da ”caixa-rolha” – começa a ser bombeado para um navio na superfície.
A guarda-costeira dos EUA comunicou a imprensa mundial – na quarta-feira à noite – que a mancha de óleo já se encontrava muito próxima do delta do rio Mississipi, Sudeste do estado da Louisiana. Na quinta-feira, fontes oficiais confirmaram que o óleo atingiu pela primeira vez neste desastre uma praia.
A força tarefa criada para conter a mancha enfrenta dificuldades devido ao mau tempo na região. Nas próximas 72 horas, a previsão indica condições mais estáveis no clima, o que vai facilitar os trabalhos.
Em matéria publicada no portal Terra na útlima quarta-feira (5/5), a repórter Denise Luna informa que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu adotar quatro medidas para aumentar a segurança das plataformas marítimas em operação no Brasil.
A agência também decidiu enviar a todos os concessionários que operam em águas brasileiras um pedido de informação sobre os sistemas de controle de poços atualmente empregados na perfuração offshore.
Ainda, a ANP pedirá às concessionárias que reavaliem os seus planos de emergência e remetam à entidade a documentação referente à respectiva capacidade de resposta para análise técnica.
Fonte Terra