Felipe Cesarano

Caçador de tempestades

O carioca Felipe Gordo Cesarano embarcou na última terça-feira rumo ao Hawaii. Expoente da nova geração de big riders brasileiros, o atleta parte para sua sétima temporada no arquipélago e permanece na Ilha de Oahu por 50 dias em uma casa alugada na região da baía de Waimea.

 

No começo do mês de janeiro, Gordo vai à Califórnia, mas continuará de olho na previsão e volta para Oahu caso alguma grande ondulação apareça no mapa.

 

Em janeiro de 2010, exatamente na baía de Waimea, Felipe desceu a maior onda da sua vida até então e ganhou destaque no cenário do big surf mundial. 

 

A partir daí, sua carreira deslanchou e resultados expressivos começaram a aparecer. Neste ano, por exemplo, Cesarano chegou ao pódio do Circuito Mundial de Ondas Grandes na Remada, Big Wave World Tour na etapa de Pico Alto, Peru. 

 

Gordo também já foi indicado para o Billabong XXL e pegou uma onda épica no swell mais sinistro da história em Teahupoo, Tahiti.

 

“Apesar de tudo, não vejo 2011 como o melhor ano da minha carreira. Na verdade, fico feliz por dar continuidade ao trabalho que venho fazendo desde a onda em Waimea. E mesmo bem no ranking do BWWT, o que mais me deixou feliz foi ter realizado meu sonho: surfar um mar gigante em Teahupoo,” conta o atleta.

 

Para encarar as maiores ondas nos principais picos do planeta, Gordo treina com Carlos Burle, ícone da modalidade. Focado nos treinos, Felipe busca o título mundial e pretende estrear nas bombas de Jaws nesta temporada.

 

“Ainda não peguei Jaws. Quero surfar lá neste ano, tanto de tow in quanto na remada. Estou colado no Burle e tenho feito bons treinamentos na BodyTech da Barra. É uma honra receber os ensinamentos dele,” comenta o sexto colocado no ranking do BWWT.

 

Apesar de ter participado da etapa do Chile e do Peru do BWWT, Felipe ficou na lista de espera e entrou nos eventos depois da desistência de atletas da lista principal. Mas para a etapa de Nelscott Reef, Oregon (EUA), ele aparece pela primeira vez na lista principal.

 

“Estou feliz e nervoso. Nunca surfei lá antes. A onde parece ser bem legal e acho que será divertido. No momento, o foco é brigar pelo título mundial. Estou muito focado mesmo e por isso as coisas caminham bem. Sou viciado nisso e se pudesse, estaria presente em todas as grandes ondulações do mundo”, finaliza Gordo.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.