Sumatra sem crowd

Busca dos tubos perdidos

 

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Alexey Wanick (foto) explora tubos secretos e solitários da Sumatra em barca com galera de Niterói (RJ). Foto: Pepe Romo.

 

Queríamos surfar ondas clássicas e sem crowd. A escolha de uma região no extremo de Sumatra foi perfeita, porque surfamos ondas do nível de Mentawaii e na maioria das vezes sem ninguém no pico.

 

A trip se resumiu em ondas clássicas, ausência de crowd e águas quentes, sem falar na embarcação Freedom III, que é um capítulo a parte.

 

A região oferece uma diversidade de ondas incríveis várias direitas e esquerdas que quebram ou não dependendo da condição do momento.

 

Os fatores essenciais numa boat trip como essa são um capitão experiente que conheça a região e estar num barco que consiga deslocar-se com rapidez entre os picos.

Pegamos o barco em Padang e navegamos várias horas até chegar ao nosso primeiro destino, uma bancada de esquerda que quebrava com até 2 metros solitária, uma onda que lembra Itaúna (RJ) em dia de gala só que com água quente e transparente.

Nesta mesma tarde, o vento tinha virado e fomos checar uma direta que quebra numa bancadinha clássica. Chegamos lá em um final de tarde lindo com o mar completamente glass e sem ninguém. Altas ondas com cerca de um metro.

No dia seguinte, o mar subiu e mais uma vez sem ninguém surfamos o maior mar da trip, uma direita potente com séries de até três metros. Essa bancada funcionou ainda mais um dia fazendo a felicidade da galera, que teve a oportunidade de colocar na água as maiores pranchas do quiver. 

Surfamos também uma bancada de direita “out reef” completamente glass, em uma manhã de com mais de 2 metros. Neste mesmo dia pegamos uma outra bancada que quebra quase paralela a uma ilha, também com séries de até dois metros, absolutamente sem ninguém!

Nos últimos dois dias fomos brindados com mais um swell que fez funcionar a grande estrela da viagem, uma bancada de direita que quebra em frente a uma pequena vila de nativos numa praia menor que a Joatinga no Rio. A onda é apenas um tubo, que lembra muito Teahupoo, só que para a direita. Foram dois dias inteiros de tubos e mais tubos com cerca de 1,5 metros.

Vale aqui um agradecimento especial a Pepe Romo, fotógrafo peruano que com maestria e competência registrou momentos mágicos e fez sem dúvida as melhores fotos de cada um de nós!

Valeu Pepe!

 

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