Em dezembro passado, a notícia do fechamento da Clark Foam, maior fabricante de blocos de poliuretano do mundo, explodiu no mercado norte-americano.

 

A nota divulgada por Gordon Clark, proprietário da empresa, por intermédio de um fax de sete páginas aos shapers da Califórnia explicava os motivos que o levaram a tomar a drástica atitude depois de 45 anos atuando no mercado.

 

Estima-se que a Clark Foam era responsável por 50% do fornecimento dos blocos no mundo e 60% no mercado norte-americano.

 

 

A notícia causou temor nos shapers,

receosos em ficar sem a principal matéria-prima para trabalhar.

 

Segundo Clark, o motivo principal para o fechamento é uma série de exigências governamentais referentes ao meio-ambiente e segurança.

 

A utilização de um composto tóxico, denominado tolueno-de-isocinato ou TDI, bem como o odor de resina poliéster, o pó e o lixo residual colocaram o empresário na mira do governo.

 

?Posso ser preso e multado em cifras astronômicas. A única desculpa que tenho para os clientes e empregados é que eu deveria ter me antecipado às adversidades mais cedo e fechado a empresa de maneira mais lenta e previsível?, explicou-se no fax.

 

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A fábrica funcionava fora dos padrões da Environment Protection Agency (EPA), agência que cuida da proteção ao meio-ambiente.

 

Porém, há um clima de mistério no ar, pois há EPA contestou as explicações do empresário, dizendo inclusive que a licença da empresa ainda está valendo.

 

Contradições à parte, no Brasil os fabricantes  sentiram o impacto da notícia e o preço dos blocos aumentou em cerca de 30%.

 

A Bennett Foam e a Teccel, duas maiores produtoras no País, foram procuradas por shapers internacionais.

 

Para dar uma idéia, a Teccel já possui demanda quatro vezes maior do que sua produção normal para a época.

 

Mas, tanto a Teccel quanto a Bennett Foam garantem que a prioridade é o abastecimento do mercado interno.

 

A Teccel já exportava para fábricas na Europa desde o ano passado, principalmente para a França.

Recentemente, a empresa fechou contrato com as fábricas californianas Surf Prescriptions, Sharp Eye e Xanadu. 

 

O empresário Fernando Câmara, proprietário da Teccel, abastecerá essas marcas porque são licenciadas no Brasil.

 

“Essa é a medida que deve ser tomada de imediato. Mas estamos com olhos voltados para o futuro, já que a crise acabou gerando uma valorização do produto nacional no mercado mundial”, analisa Câmara.

No final de dezembro o shaper Jeff “Doc” Lausch, proprietário da Surf Prescriptions, aterrissou em Recife pra formalizar seu pedido e conhecer as praias de Maracaípe e Porto de Galinhas.

 

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