Bruna Schmitz avança duas fases em etapa do circuito Pro Junior australiano. Foto arquivo: Levy Paiva.

Depois de conquistar a nona colocação na primeira etapa do WQS 2007, a paranaense Bruna Schmitz mudou os planos e só volta ao Brasil em abril.

 

Enquanto isso, ela aproveita para disputar o circuito Pro Junior australiano aproveitando a folga no calendário do mundial.
  
Depois de deixar a região de Phillip Island, a surfista de 16 anos foi para a Gold Coast, onde treinou durante uma semana ao lado de Cláudia Gonçalves e Suelen Naraísa.

 

Em seguida, ela seguiu para Sunshine Coast, onde rola o campeonato. “O lugar é lindo, mas o mar está bem pequeno. A previsão é subir e torço por isso para avançar no campeonato”, disse Bruna por telefone.

 

Ela já avançou duas fases e está na round das 24 melhores. Na primeira bateria, Bruninha enfrentou a australiana Kelly Winter, a neozelandesa Daisy Thomas e a francesa Alize Arnaud.

 

Primeira colocada na disputa, Bruna foi seguida pela francesa e no mesmo dia voltou para água. “A segunda bateria foi mais difícil porque o mar estava horrível”, revela.

 

Neste confronto ela deixou para trás outras duas australianas: Charlotte Hand e Amy Hubbad, e classificou-se em segundo com Laura Enever em primeiro. Agora, Bruna briga por um lugar entre as 13 melhores. “O mais legal nestes campeonatos é o intercâmbio. Já enfrentei e conheci atletas do mundo todo”, comenta Bruninha.
  
Com a derrota de Marina Werneck, Bruna é a única brasileira na competição. Entre as estrangeiras, só sobrou ela e a francesa Alize Arnaud – contra 22 australianas.

 

“Por isso tem que saber falar inglês e gostar de conhecer pessoas novas. Se não você fica triste e até com depressão. Eu sempre vou fazendo amizades”, comenta.
  
Em março, Schmitz retoma a atenção ao mundial WQS e participa de dois dos principais eventos do ano: o cinco estrelas de Newcastle e o seis estrelas de Margaret River.

Isso porque a primeira etapa do SuperSurf foi alterada de março para abril.
  
“Não pretendo entrar este ano no WCT. Fui bem na primeira etapa e vou ficar por aqui porque não vou perder o SuperSurf. O circuito brasileiro é o meu objetivo. Só tenho 16 anos e é muito cedo para sonhar com o circuito mundial. Mas acho legal poder participar destas etapas, conhecer a Austrália, a galera do tour, praticar inglês e surfar ondas boas”, diz ela.

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