Depois de passar frio em Sydney e sem previsão de novas ondulações para a Australia, decidi partir para Indonésia.

Apesar das ondas não terem a forca de Box, Shark Island ou Teahupoo, estava curioso para conhecer as perfeitas linhas indonesianas. Aterrissei em Denpassar – Bali, a mais conhecida das cidades da Indo.  

 

São aproximadamente 200 milhões de habitantes nas ilhas, uma densidade populacional impressionante. O trânsito é caótico, e a região tem a metade do ano seca e outra metade chuvosa.

 

Na parte sul de Bali, onde fica Uluwatu, a terra é bem seca. Ao Norte vemos mais verde, coqueiros e  arrozais. O visual lembra imagens de filmes de guerra sobre o Vietnã.

Corri para o Padang Padang In – quartel general do brasileiros na Indonésia. Fica praticamente em frente de Padang Padang, melhor onda da ilha para bodyboard. Tubos alucinantes nos dias com mais dois metros.

 

Pela manhã, enquanto não entrava o terral, a maré cheia tornava Keramas – direita muito boa – a melhor opção. Keramas fica em Sanur, cerca de uma hora de carro de Padang.

 

Também pude conhecer G-Land, que foi uma longa viagem. Na maioria das vezes a viagem dura cerca de cinco horas, mais uma de barco. No meu caso, com o mar muito grande, atravessamos a floresta de carro e fomos ao camping de van. Longa jornada.

 

G-Land é um lugar muito especial. Fica em uma floresta com tigres, pumas, macacos, cobras e até o dragão de Komodo – lagarto grande de origem pré-histórica e um dos mais venenosos animais existentes.

 

Cheguei junto com a ondulação que havia proporcionado excelentes tubos em Padang e Keramas no dia anterior, uma das maiores ondulações da temporada. Foram três dias de muitos tubos, mesmo com o enorme crowd australiano.

 

De volta a Bali, ainda peguei um Padang muito bom, mesmo sem o tamanho que as previsões indicavam. Na Indo, é importante ficar atento com os policiais, muito corruptos. O ideal é ter carteira de motorista internacional ou você pode ser estorquido por um deles.

 

As bancadas são muito rasas e os acidentes são frequentes. Em caso de corte, a boa é passar limão para matar as bacterias do coral e escovar a ferida com uma escova de dente – tirando as micropartículas de coral que ficam na pele e causam infecção e febre.

 

Padang parece uma onda fácil, pois o drop rola com a onda cheia, antes de entrar na bancada. Mas o tempo dela não é tão facil assim. Procure pegar as maiores, são as que abrem mais.

 

Duas opções: Ir para outside e disputar com os locais as maiores da série ou ficar no inside – ela bate na bancada e roda mesmo. O drop no inside é bem bodyboard e muitas ondas sobram.

 

É fácil conseguir fotos na Indo, fotógrafos residentes em Bali, passam os dias em Padang quando está funcionando e depois é só conferir nas lojinhas de Uluwatu. As fotos ficam um pouco caras, por isso leve um dinheiro extra para garantir sua recordação.

 

Por hora é isso, espero na próxima trip conhecer as direitas de Sumatra e Mentawaii, além da ilha de Panaitan, onde fica situada Apocalipse, uma direita insana, longa e muito rasa.

 

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.