Uma viagem planejada em três dias. Esperei por um bom swell, marquei a passagem e embarquei rumo ao Chile. O combinado era encontrar com o Luis Villar, bodyboarder profissional, que competia o Mundial no Peru.
Cheguei sozinho em Arica. Nunca havia surfado a temida onda de El Gringo. Mesmo chegando de madrugada e cansado da viajem, fui dar uma conferida nas ondas. A imagem não era muito nítida, mas dava para observar poderosas séries de mais de 2 metros, uma atrás da outra.
Depois de um descanso de quatro horas, acordei no outro dia e fui conferir El Gringo. Cheguei às 7 horas da manhã e não havia ninguém no pico. Como era minha primeira vez, achei melhor aguardar alguém chegar.
Lá pelas 8 horas, alguns surfistas chegaram ao pico. Fui perguntar a eles como fazia pra entrar e sair do mar, por sorte, eram brasileiros. Danilo Couto, surfista profissional e outros dois surfistas me deram toda a letra do pico.
Entramos eu e um argentino, muito sangue bom por sinal, e pegamos altas ondas por cerca de uma hora. Depois chegaram mais surfistas e bodyboarders. A vibe do pico é alucinante, a onda é perigosa e a adrenalina corre solta. Foi um dia mágico, altas ondas, galera brazuca na água e muitos tubos.
No mesmo dia, na parte da tarde, consegui contato com o Luis e conseguimos nos encontrar. Junto com ele estava o Nicholas Bastos e Hermano Castro, vindos da competição no Chile. Hermano teve que ir embora, pois não conseguiu remarcar a passagem.
Ficamos eu, o Luis e o Nicholas. Os três dias seguintes da trip foram absurdos. Surfamos sozinhos em El Gringo, com altas ondas e crowd zero. Dá pra entender o porquê de não ter tanto crowd, a onda é muito sinistra e as pedras não perdoam.
A viagem foi alucinante e conseguimos registrar a boa energia e as ondas maravilhosas de El Gringo.
Confira acima o vídeo da barca de Gustavo Seeling e seus amigos para El Gringo.