Mr Price Pro

Brazucas afiados em Durban

Gilmar Silva faz bonito no Mr Price Pro 2007. Foto: © Cestari / Mr Price Pro.

Nesta quarta-feira, foram disputadas as 14 baterias iniciais da terceira fase do Mr Price Pro 2007, etapa de nível 6 estrelas e status Prime do WQS que rola em New Pier, Durban, África do Sul.

 

Clique aqui para ver as fotos

Os atletas travaram várias disputas acirradas nas boas ondas de meio a 1 metro.

 

Apesar de o vento atrapalhar um pouco a formação, as ondas abriam bastante.

 

Quatorze brasileiros entraram em ação e nove seguiram na briga. Outros sete atletas estão escalados nas baterias complementares da terceira fase.

 

Josh Kerr voa alto em Durban, África do Sul. Foto: © Cestari / Mr Price Pro.

Os brazucas que se deram bem nesta quarta-feira foram o paranaense Jihad Khodr, o paulista Gilmar Silva, os cariocas Simão Romão, Victor Ribas e Leo Neves, o cearense Heitor Alves e os catarinenses Jean da Silva, Willian Cardoso e Neco Padaratz.

 

Foram eliminados os cariocas Marcelo Trekinho e Leandro Bastos, o cearense André Silva e os paulistas Hizunomê Bettero e Heitor Pereira.

A melhor atuação do dia ficou por conta do norte-americano Dane Reynolds, que descolou as mesmas pontuações que Hizunomê Bettero obteve na segunda rodada.

 

Por coincidência, Hizu foi um dos adversários de Reynolds nesta quarta-feira. Com notas 8.83 e 8.33, o norte-americano dominou o último confronto do dia e deixou a briga pela segunda vaga entre o havaiano Mason Ho, o paulista Hizunomê Bettero e o norte-americano Gabe Kling.

 

Um 7.83 obtido por Mason logo no início da bateria dificultou as ações de Hizu, que terminou a disputa em terceiro lugar, precisando de 7.14 para virar.

 

A rodada foi iniciada com derrota de Marcelo Trekinho, que não conseguiu avançar no duelo com os aussies Josh Kerr e Tom Whitaker, dois tops do WCT.

 

Trekinho estava com a segunda vaga, mas Whitaker estragou a festa do brazuca faltando cerca de seis minutos para o término da bateria. O aussie precisava de 6.24 e descolou 6.90. Na mesma bateria, o australiano Dion Atkinson amargou a última posição.

 

Na seqüência, três brazucas e o espanhol Pablo Gutierrez disputaram duas vagas. Melhor para o campeão brasileiro Jihad Khodr e o carioca Simão Romão, que eliminaram André Silva e Pablo Gutierrez.

 

##

Dane Reynolds destrói na última bateria do dia. Foto: © Cestari / Mr Price Pro.

Na quinta bateria, os brasileiros não deram mole aos australianos. O carioca Victor Ribas e o catarinense Willian Cardoso fizeram bonito nas ondas de New Pier e despacharam Phillip MacDonald e Toby Martin.

Clique aqui para ver as fotos

O sétimo duelo marcou a eliminação do paulista Heitor Pereira, que vinha arrepiando na prova. Nos instantes finais da bateria, Heitor precisava de 7.57 e recebeu 7.33.

 

Dois juízes (8.5 e 7.7) deram a virada ao brazuca, mas os outros três (6.2, 6.8 e 7.5) optaram pela classificação do aussie Rhys Bombaci, que avançou atrás do norte-americano Ben Bourgeois. O australiano Adrian Buchan também marcou presença na bateria e foi eliminado junto com Heitor.

Kieren Perrow mostra ousadia. Foto: © Cestari / Mr Price Pro.

O carioca Leandro Bastos também caiu fora em Durban. Depois de fazer uma boa atuação na segunda fase, Bastos não entrou em sintonia com as ondas e amargou a última posição no duelo dominado pelos tops do WCT Royden Bryson e Shaun Cansdell.

 

Na décima bateria, o jovem norte-americano Sterling Spencer roubou a cena no duelo com os tops Neco Padaratz e Troy Brooks, além do aussie Nic Muscroft. Spencer avançou em primeiro lugar, seguido por Neco, que conseguiu a classificação nos instantes finais ao fazer 6.47 pontos.

 

Em seguida, o cearense Heitor Alves e o carioca Leonardo Neves fizeram outra dobradinha brasileira. Heitor ditou o ritmo da disputa e arrancou notas 7.47 e 7.33, enquanto Leo descolou 7.00 e 6.33 para barrar o português Justin Mujica e o alemão Marlon Lipke.

 

As boas atuações dos brazucas tiveram continuidade com o catarinense Jean da Silva, autor de notas 7.10 e 7.00 na convicente vitória sobre o norte-americano CJ Hobgood, o aussie Yadin Nicol e o sul-africano Ricky Basnett.

 

Para coroar o dia, o paulista Gilmar Silva não tomou conhecimento dos experientes Cory Lopez e Jake Paterson na 13a bateria. Determinado a conseguir um bom resultado em Durban, Gilmar foi ao ataque e somou o total de 13.30 pontos para seguir atrás do espanhol Eneko Acero, que totalizou 13.43. Pior para o norte-americano Cory Lopez e o aussie Jake Paterson, eliminados da prova.

 

Faltam 10 baterias para a conclusão da terceira fase. As disputas complementares devem rolar na quinta-feira, em Durban. Estão escalados o paraibano Fábio Gouveia, o cearense Pablo Paulino, os paulistas Odirlei Coutinho, Adriano Mineirinho e Beto Fernandes, o gaúcho Rodrigo Dornelles e o carioca Pedro Henrique.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.