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| Braz Barros é freqüentador assíduo do Peru. Foto: Arquivo Pessoal / BB. |
O shaper carioca Braz Felipe Monteiro de Barros, ou simplesmente, Braz Barros, 33 anos e 6700 pranchas shapeadas no currículo, começou a shapear se espelhando no irmão mais velho, o shaper Gui Monteiro de Barros, que na década de 80 liderava a vanguarda de shapers do Rio de Janeiro.
“Comecei consertando pranchas aos 15 anos na oficina do meu irmão e, aos 18, fiz minha primeira prancha”, lembra Braz, que durante um tempo foi backshaper do irmão cujas pranchas levavam o logo da marca Energia.
Quando seu irmão mudou-se para o bairro carioca
do Recreio, Braz viu em suas mãos uma oportunidade única: uma oficina de shape à sua disposição dentro da sua própria casa.
A partir daí, teve início a carreira de shaper desse carioca que nos tempos de garoto chegou a competir em alguns eventos.
Já no começo de sua carreira, seus shapes foram usados por vários atletas de ponta da década de 80, como Sérgio Chermont e Marcelo Boscoli.
Boscoli também foi um dos atletas de sua equipe profissional. Naquela época, ele trabalhava em sociedade e suas pranchas levavam o nome de Kortatu, além de trabalhar como backshaper das marcas Spirit e Hotstick até 90/91.
A partir do final de 91 e início de 1992, Barros focou seu trabalho em desenvolver sua própria marca e mantém-se fiel à essa estratégia até hoje.
Curiosamente, ele não utiliza backshapers – o que restringe o tamanho de sua produção, mas lhe garante uma maior grau de controle na qualidade do que sai com sua assinatura da oficina. “Quase não faço pranchas para loja, meu público maior são os próprios surfistas”, explica ele.
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| Barros na feira Surf & Beach Show. Foto: Arquivo Pessoal / BB. |
Como shaper, Braz se considera um seguidor da escola clássica, pois usa plainas Skill ? modelo 1000, considerada a mais tradicional, ao contrário da Hitachi.
“É como se a Skill fosse um Land Rover e a Hitachi fosse um fusquinha”, compara ele, tomando o cuidado de não ser indelicado com outros shapers que possuem preferência por uma plaina diferente.
Entre os shapers que o influenciaram ao longo da carreira, estão nomes tradicionais do surfe carioca como Vitor Vasconcellos, Leo Kastrup, Jean Noel, Gustavo Kronig e Italo Marcelo, além de seu irmão, naturalmente.
Atualmente, Braz possui uma oficina de laminação, The Glass, localizada dentro de uma propriedade de sua família no Recreio, há 10 minutos da Prainha, onde comanda uma equipe de cinco funcionários.
Esse espaço é dividido entre quatro outros shapers: Alexandre Amigo, Léo Miranda, Marcos Noboru e Marcos Mara o que favorece um intercâmbio enriquecedor no dia-a-dia dos shapers.
A experiência de administrar uma oficina lhe trouxe um aprendizado muito grande, apesar de reconhecer que lhe toma um tempo precioso que poderia estar dedicando aos shapes.
“Trabalho com profissionais muito experientes, como o laminador Beto Caçador e o pintor Alexandre Mort e isso facilita muito. Além disso, todo mundo pega onda, o que confere um astral legal à equipe” conta Braz.
Porém, ele reconhece que o trabalho é muito desgastante. “Por ser um trabalho artesanal, exige muito controle de qualidade e acompanhamento?.
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| Braz mostra estilo numa onda peruana. Foto: Arquivo Pessoal / BB. |
Entre os resultados colhidos na sua carreira, Braz destaca Léo Neves, talento que soube reconhecer e apoiar desde os 11 anos.
Com suas pranchas, Neves foi campeão carioca e brasileiro Amador, bicampeão carioca Profissional e campeão da etapa do Super Surf, realizada em Saquarema em 2001.
Atualmente, suas apostas estão em Fabrício Junior, vice-campeão da etapa realizada em Maresias do SuperSurf 2002 e campeão da etapa do Super Trials em Campos RJ, o também profissional Leandro Santos e o amador Ulisses Meira, bi-campeão paraibano, além de Diego Silva, uma promessa local da praia da Macumba, de 10 anos.
“Não gosto de oferecer, de buscar, espero as pessoas me procurarem para pedirem patrocínio”, confessa o shaper.
Braz possui uma clientela cativa no Peru, onde viaja todo ano para fazer pelo menos 40 pranchas por temporada em oficinas de locais como Milton Wyllar, Wayo Wyllar e Alana Barcley.
“Só não tive chance ainda de fazer uma picoalteira, as famosas pranchas para Pico Alto”, diz sem esconder a curiosidade em estender seus limites como shaper.
“Praticamente todas pranchas possuem concave no fundo e dome deck. Quase não faço
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| Leandro Santos é um dos atletas patrocinado pelo shaper carioca. Foto: Divulgação. |
prancha com V-bottom e sempre boto um pé de flat no bico e na rabeta”, explica Braz seguindo uma tendência mundial.
Como surfista, o shaper tem experiência internacional restrita ao Peru, onde, pelo visto, criou sólidos vínculos.
Para entrar em contato com Braz Barros, envie uma mensagem para [email protected] . Ou entre em contato nos telefones (0xx21) 3411 6197 ou (0xx21) 9944 4357.
Ele parcela as pranchas em três vezes sem juros. Para obter mais informações sobre a carreira e sua equipe acesse o site www.brazbarros.hpg.com.br .


