Brasileiros curtem session maneira em Laniakea

Uma das minhas ondas prediletas no North Shore é Laniakea. Uma direita longa
e poderosa, que permite todos os tipos de manobras inclusive tubos profundos. Eu gosto tanto desta onda que botei o nome de Lani na minha cadela Pit Bull/Red Nose.

 

No final de maio passado, eu já estava há duas semanas sem surfar por causa do
tradicional flat do verão havaiano, quando um grande tufão se formou nos
mares do Japao. Comecei a acompanhar o monstro pela internet e sabia que ele
proporcionaria ondas épicas no North Shore. A previsão apontava para sexta
feira à tarde como o apice do swell.

 

Ao dirigir de Honolulu, voltando de minhas missões diárias na Town, reparei num oceano típico de inverno com muita espuma e movimento. Cheguei na pousada por volta das 4 da tarde, e dei aquela pilha na galera. Oscar Violante, recém chegado da Austrália (e que já estava se considerando um aussie), já havia adiado seu vôo duas vezes para pegar este swell.

 

Ele escolheu sua maior prancha, uma 7’1″. Antônio “Peito de Pombo” Marinho, legítimo representante dos cães de Recife e Noronha, usou uma 7’5″ que pertencia a Victor Ribas. Eu optei por uma 8’2″ do shaper brasileiro Neco Carbone. Nunca tinha usado, mas o visual dela é irado.

 

Chegando em Lani’s, não acreditei no visual das linhas perfeitas com as maiores séries alcançaando os 12 pés. Inacreditável. Eu nunca tinha visto o pico tão perfeito e com aquele tamanho. O canal totalmente definido, o terral fraco.

 

Por ser verão e devido ao furacão, as ondas estavam absolutamente perfeitas e muito consistentes. Apesar do crowd intenso, a galera estava se respeitando. Nesta época quase todo mundo que está surfando é morador da ilha.

 

Oscar comentou que parecia um swell da Gold Coast em esteróides. Todos pegaram altas ondas. A minha seqüência foi a minha primeira onda e a prancha se comportou perfeitamente, se encaixando na parede como uma luva.

 

Quase no final de tarde peguei uma onda inesquecível e entrei e saí do tubo por três vezes. Pela proximidade da pousada, quando saí da água estava todo mundo na areia, inclusive os cachorros.

 

Olhei pra Lani com aquela cara de cumplicidade e me toquei como tinha acertado no nome da minha cachorrinha.

 

Clique aqui e acesse o site Green Forever para ver mais fotos da session.

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.